Política

Dino diz ao Senado que não fará debate político em sabatina

Indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta quarta (13) durante sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que não vai participar de “debate político”, e que estava confortável em sua “dupla condição”.

“Claro que quando o presidente da República me honra com a indicação para aqui estar, não vim aqui para fazer debate político, não me cabe no momento. Vim aqui apenas responder ao atendimento dos dois requisitos constitucionais: notável saber jurídico e reputação ilibada”, disse.

O ministro da Justiça também lembrou de políticos que ocuparam o Supremo, e disse que estava “muito confortável” em sua dupla condição.

Dino está sendo sabatinado pelos senadores ao mesmo tempo que procurador Paulo Gonet, indicado por Lula (PT) para a PGR (Procuradoria-Geral da República) —em formato inédito e superficial para os cargos.

Durante seu périplo pelo Senado, Dino disse que sabia distinguir o papel de juiz —ocupado por ele durante 12 anos— do de político —como deputado federal, presidente da Embratur, governador do Maranhão e ministro.

Em carta aos senadores, ele prometeu atuar de “modo técnico e imparcial”, se for aprovado para o STF, zelando pela Constituição e “pelas leis da nossa pátria”.

O ministro também buscou destacar suas credenciais jurídicas para afirmar que estava apto ao cargo, e que nunca havia se afastado “do mundo do direito”, mesmo 17

Desde que foi indicado, o ex-governador buscou conversar com o maior número de senadores possível —seguindo um conselho dado pelo próprio presidente e pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Se for aprovado pelo Senado para o Supremo, Dino vai ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber. Mesmo com a pressão de setores da esquerda, Lula optou por indicar um homem —deixando Carmén Lúcia como única mulher na corte.

Folha de São Paulo

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