Economia

Direto do South Summit, as melhores dicas para sua startup captar recursos

“Qualquer fundo estuda o lado macro e o lado micro dos potenciais investimentos. No lado macro, os números têm que fazer sentido para o fundo. Cada fundo tem um objetivo de retorno. Raramente, no nosso mundo de investimentos em empresa de alto crescimento, esse retorno desejado é menos do que três vezes [o valor investido]. O fundo busca retornos relevantes, mas o que é relevante varia entre os fundos. Basicamente, tem os fundos que buscam um retorno de apenas uma empresa, de um investimento só, e esse negócio vai receber a sua carteira inteira de recursos. O empreendedor pode começar sua análise por aí, pelo final. Qual é o tamanho do fundo com o qual estou negociando? Se é um fundo de US$ 100 milhões e a participação que o fundo vai ter na startup depois do investimento é 10%, o empreendedor vai ter que construir uma empresa que vale US$ 1 bilhão. Para isso, quanto ela tem que faturar? Qual seria a sua participação de mercado? Qual é o tíquete médio? Todas essas variáveis têm que casar. Aí tem o lado micro. Qual é a qualidade do time? Quais são as métricas individuais da empresa? Já é provada? Qual é o crescimento? Qual é o perfil de retenção? Quantos clientes tem?” — Anderson, do Parceiro Ventures

5. Entender que cada fundo tem um alvo em termos de estágio de maturidade do negócio que vai receber investimento

“Tem que gastar muito tempo na criação de relacionamento com o fundo, entender quem faz qual aposta. Entre o estágio seed [semente, em inglês] e a série A, tem uma grande diferença. Em seed, o investidor vai olhar muito mais o mercado e o time, além da visão de longo prazo do empreendimento. Quanto mais que você se aproxima da série A, vai ser mais número. O investidor vai ter uma expectativa maior de tração, de ter algumas safras de clientes para entender o perfil de retenção. Quanto mais se aproximar da série A, mais organizados devem estar os dados. No estágio seed, é muito mais arte do que ciência: mais visão e aposta grande em um mercado grande. Por que aquele negócio é diferente? Por que agora? Na série A, tipicamente, essas respostas já foram definidas, a startup já captou uma rodada seed e alguém já validou mais ou menos essa tese.” — Anderson, do Parceiro Ventures

6. Ter consciência de que o processo é caótico

“Nem sempre o empreendedor tem tempo para tudo, para cuidar da família, cuidar da empresa. Tem uma série de funcionários na empresa pelos quais ele é responsável, tem a captação. Acho que o investidor precisa entender que às vezes não dá para ter tudo na ponta da língua. Não é um processo organizado com datas que serão cumpridas à risca. É muito mais na correria ali que a coisa acontece.” Zilberberg, do BZCP

7. Compreender e diferenciar o potencial de cada negócio

Matéria: UOL Economia

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