Dirigente do PDT defende lançar candidato ao Senado em SP e critica PSOL

Vice-presidente estadual do PDT, Antonio Neto defende que o partido lance candidato ao Senado por São Paulo, após ter sido excluído das chapas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Os pedetistas querem indicar o primeiro suplente de ao menos uma das candidatas, posto considerado estratégico, uma vez que ambas têm grandes chances de compor o ministério de um eventual governo Lula. As vagas devem ficar com outros partidos, no entanto.
“O PDT fez um gesto concreto pela unidade. Não criou dificuldades, não apresentou ultimatos e não tentou interditar nenhuma candidatura. O que não é possível é realizar todos esses gestos e, ao final, não ter presença nem reconhecimento na composição majoritária”, diz Neto.
Segundo o dirigente, nesse cenário, “uma candidatura própria ao Senado passa a ser uma alternativa legítima, inclusive para garantir estrutura política, visibilidade e condições mínimas para as nossas candidaturas a deputado federal e estadual”. O prazo final para definição das chapas é a próxima quarta-feira (5).
O cenário preocupa os demais partidos de esquerda, pelo fato de que haveria uma divisão neste campo, o que poderia favorecer nomes da direita para o Senado.
O pedetista critica o PSOL, partido que forma federação com a Rede e que quer indicar o suplente de Marina. Para o dirigente, a legenda quer ” interditar” a composição com a ex-ministra do Meio Ambiente.
“Tenho muito respeito pelo PSOL. Mas é preciso perguntar com franqueza: o que o PSOL agregaria à candidatura de Marina na suplência que já não estaria representado pela própria candidatura de Marina, integrante da Federação Rede-PSOL?”, afirma Neto.
Para Neto, o sentimento na militância partidária é que não querem o partido na aliança. “Reconhecer a qualidade das duas candidaturas [Marina e Simone], entretanto, não impede que exista uma candidatura alternativa, com identidade trabalhista e um programa próprio”, diz.
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Folha de São Paulo



