Economia

Dívida no cartão vai de R$ 5 mil a R$ 1 milhão; como ficaria com Desenrola?

O rotativo é a modalidade com juros mais altos do país. Em janeiro de 2021, a taxa média do mercado estava em 329,3% ao ano, segundo dados do Banco Central. Em fevereiro de 2024 (dados mais recentes disponíveis), chegou a 412,5% ao ano.

Uma lei de 2017 tentou limitar que as dívidas no cartão subissem tanto, mas não funcionou. Essa norma previa que o cliente só poderia ficar um mês no rotativo. Depois de o cliente pagar menos do que o total da fatura uma vez, no mês seguinte o banco é obrigado a oferecer um parcelamento do saldo em condições mais vantajosas do que o rotativo. No entanto, os juros do parcelamento podem ser, ainda, muito altos. E, quando o cliente falha no pagamento das parcelas, a bola de neve continua crescendo.

O que muda com a nova lei

Em janeiro de 2024, entrou em vigor uma nova lei que limita o montante de juros cobrados no cartão a 100% da dívida original. Não importa o valor nominal da taxa de juros — quando o total da dívida em reais dobrar, o banco não pode mais cobrar nem um centavo além.

No caso da Thaynná, isso significa que a dívida original não poderia passar de R$ 10.669,38. É um valor correspondente a cerca de 1% da dívida total da designer neste momento. Ela não pode se beneficiar dessa resolução porque sua dívida começou muito antes da nova lei, mas os clientes que deixaram de pagar suas faturas desde janeiro deste ano estão sentindo o alívio.

Embora ainda seja alta, a taxa de juros do rotativo do cartão está caindo. A taxa de fevereiro, de 412,5% ao ano, é a menor desde dezembro de 2022. Em maio do ano passado, havia chegado a 454% ao ano, de acordo com os dados do BC. A redução é efeito da nova lei e tende a se aprofundar com o tempo, segundo o deputado federal Alencar Santana (PT-SP), que propôs a nova norma.

Matéria: UOL Economia

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