Dólar dispara com presidente do BC americano preocupado com inflação

O dólar disparou 0,96% frente ao real, cotado a R$ 5,21, atingindo a máxima do dia no fim da manhã desta sexta-feira (28/8). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em alta de 0,43%, aos 175,9 mil pontos, mas, às 11h40, caia 0,11%, aos 174,9 mil pontos.
O grande vetor do mercado nesta manhã foi a palestra do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh (foto em destaque). Ele discursou no simpósio de Jackson Hole, no estado de Wyoming.
Warsh mostrou-se preocupado com a inflação. Ele disse que, embora os últimos índices tenham sido melhores do que o esperado, “eles não indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado de forma significativa”. Nesse caso, Warsh referiu-se aos núcleos dos indicadores de inflação, que desconsideram dados mais voláteis de alimentação e energia.
O presidente do BC americano evitou se comprometer com uma orientação sobre a política monetária, mas a interpretação dos analistas foi de que a tendência indica um aperto ou, no mínimo, a manutenção das taxas atuais, fixadas no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
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do Metrópoles
Pressão
Não são poucas as fontes de pressão por um aumento dos juros nos EUA. A inflação persiste em meio à guerra no Oriente Médio, que não dá sinais nítidos de conclusão. Com isso, o petróleo sobe, embora já distante do patamar do início do conflito, em 28 de fevereiro. A Rússia, por sua vez, indica que prepara ataques mais intensos contra a Ucrânia.
O encontro de Jackson Hole é realizado anualmente pelo Fed desde 1978. Ele reúne os principais banqueiros centrais do mundo, ministros, acadêmicos e líderes financeiros para debater questões ligadas à economia global, em especial, aos desafios das políticas monetárias. Essa foi a estreia de Warsh, recém-empossado no cargo de presidente do BC, no evento.
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