Economia

Dólar salta mais de 1% e vai a R$ 5,142 após corte na Selic; Bolsa cai

O que aconteceu

Decisão dividida pela desaceleração do ritmo de corte da Selic na véspera levantou preocupações sobre mudanças no perfil do colegiado. Comitê destacou em seu comunicado cenário internacional e doméstico muito incerto.

Banco Central decidiu na véspera fazer um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Corte interrompeu sequência de seis reduções seguidas de meio ponto percentual. Segundo participantes do mercado, o que mais pesou sobre o apetite por risco foi a divisão na decisão, o que para muitos revela um viés político preocupante.

Na visão do economista-chefe da Azimut Brasil, Gino Olivares, a decisão adicionou volatilidade em um cenário já bastante desafiador. “Sem saber quais foram os argumentos da minoria para esse voto, resulta difícil avaliar o racional dessa decisão; porém o que se sabe é que na descrição do cenário, na avaliação dos riscos e, fundamentalmente na percepção da necessidade de maior cautela, todos os membros do comitê concordavam.”

Redução foi apoiada pelo presidente Roberto Campos Neto e os diretores Carolina Barros, Diogo Guillen, Otávio Damaso e Renato Gomes. Indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ailton de Aquino, Gabriel Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira votaram por corte maior, de 0,50 ponto percentual.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou hoje que prefere esperar a ata do encontro para comentar. Documento será publicado na próxima terça-feira. “Eu vou esperar a ata, acho que a ata pode esclarecer melhor o que passou. O comunicado está muito sintético”, afirmou ao chegar à Fazenda. Haddad falou sobre a sinalização do Copom para as próximas reuniões, algo que não constou neste comunicado, pela primeira vez desde agosto do ano passado. “Acho que o guidance era uma coisa muito importante de se observar”, disse.

Matéria: UOL Economia

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