Economia

Dólar sobe com dados de inflação nos EUA e no Brasil

“O principal indicador de inflação nos EUA seguiu mostrando que a inflação não está cedendo como o esperado pelo mercado e o banco central americano”, diz William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. Excluindo alimentos e energia, o índice foi de 0,4%, o que comprova que os prços não estão cedendo, apesar da pressão do Fed, o banco central americano.

Como a inflação continua subindo, isso deve afetar os juros americanos. O mercado já começou a prever que o Fed só deve começar a cortar os juros em setembro. Surgiram ainda algumas apostas de aumento de juros para próximas reuniões, diz Alvez. “Nos parece prematuro apostar em aumentos de juros, mas é um fato que o dado de hoje reduz consideravelmente a possibilidade de cortes de juros já em junho, dado que toda a comunicação do Fed tem defendido a importância de se observar os dados e ver uma evolução favorável nesses para mudanças na política monetária. O dado de hoje definitivamente não mostra essa evolução positiva”, diz ele.

Se os juros nos EUA estão pagando bem, os investidores levam seu dinheiro para lá. Nos Estados Unidos, os juros estão entre 5,25% e 5,5%. “Os juros americanos são a aplicação mais segura do mundo. Mesmo menores que os brasileiros, os investidores preferem ir para lá”, diz Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

Quando entra mais dinheiro no país, a moeda local se valoriza. Por isso o dólar está ganhando força frente a quase todas as moedas do mundo. Como investidores estrangeiros estão deixando o Brasil, o real também se desvaloriza. “Todas as oportunidades de investimentos no Brasil ficam menos atrativas, da renda fixa e até da Bolsa”, diz Phil Soares, chefe de análise de ações da Órama.

Matéria: UOL Economia

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