Economia

Dólar tem ligeira alta com espera por Fed; Ibovespa sobe 0,73%

O economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho, vê um quadro de dólar mais rígido, com a piora recente do quadro fiscal e das expectativas de inflação. Apesar de momentos de alívio na taxa de câmbio, com janelas pontuais de venda de dólar, o real deve seguir fragilizado pelo fluxo desfavorável, com menor superávit comercial em relação ao ano passado e captação externa de empresas abaixo das expectativas.

“Pelo lado fiscal, a situação ainda é ruim, sem garantia da compensação da perda de receita com a desoneração e ainda sem o aval de Lula para que a equipe econômica defina uma meta de crescimento das despesas obrigatórias de saúde e educação”, afirma Velho, que estima piso informal do dólar em R$ 5,24.

Bolsa

Tendo permanecido aos 120,7 mil pontos nas duas sessões anteriores, o Ibovespa deu um passo adiante, retomando a linha dos 121 mil, com giro ainda fraco, a R$ 18,1 bilhões, nesta terça-feira (11). O índice da B3 oscilou dos 120.757,20 aos 121.759,04 pontos (+0,83%), encerrando o dia em alta de 0,73%, aos 121.635,06 pontos. Na semana, o Ibovespa avança 0,56%, com perda no ano a 9,35% e, no mês, a 0,38%.

Na B3, em geral, o dia foi de ganhos bem distribuídos pelas ações de primeira linha, as blue chips, à exceção de Vale ON (-0,15%) – que quase zerou as perdas em direção ao fechamento – e de Petrobras, que oscilou ao longo da tarde, com a ON no negativo (-0,08%) e a PN mostrando ganho de 0,43% no encerramento, em sessão de ajuste também discreto para o Brent e o WTI, ambos em leve avanço.

“Depois de vários dias bem negativos, a Bolsa conseguiu dar um respiro hoje. O IPCA decepcionou um pouco, vindo marginalmente acima do esperado após leituras que vinham mais acomodadas, abaixo das expectativas. Mas nada que desabone, apesar do sinal de perda de força no processo desinflacionário”, diz Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos.

Matéria: UOL Economia

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