Dono de R$ 2,6 bilhões, cantor de 79 anos voava em jatinho com bar de piano e lareira extravagante

Na década de 1970, viajar a trabalho ganhou um novo formato para grandes estrelas da música. Em vez de fileiras de assentos comuns, a escolha foi um avião Boeing 720 com o tamanho de quase meio campo de futebol. A aeronave, que operou voos comerciais de 1960 a 1973, foi comprada por outro artista e teve o interior refeito por US$ 200 mil. O objetivo era criar um ambiente privado para músicos em turnê.
O espaço contava com uma sala de clube com poltronas giratórias e monitor de vídeo, além de um grande salão com um bar de latão de 4,5 metros e um órgão elétrico embutido. Para completar a estrutura de uma casa, havia um quarto principal, chuveiro e uma biblioteca com lareira elétrica. Tudo isso pelo custo de aluguel de US$ 2.500 por dia, segundo o relato histórico do site oficial eltonjohn.com.
Batizado de “Starship”, o jato eliminou a necessidade de fazer check-in em hotéis diferentes todos os dias. A rotina da banda envolvia sair do local do show com escolta policial direto para um terminal privado. O avião funcionava como uma base, levando a equipe de volta para cidades centrais onde podiam descansar de forma prática.
O espaço mudou a dinâmica das viagens. As aeromoças e o barman garantiam que os passageiros fossem bem atendidos. A mudança foi tão impactante que Anett, esposa do baixista da banda na época, explicou a facilidade: “Quando compramos a Starship, foi uma bênção! Chega de ficar em aeroportos e aviões comerciais por horas a fio diariamente. (…) Esqueça o aeroporto – usamos o terminal privado/charter. Era confortável, tinha muito espaço… e estávamos sendo alimentados!”.
O dono da festa a 30 mil pés
Mas quem era a figura central capaz de alugar e transformar esse avião em um bar particular? Um artista cujas apresentações eram tão performáticas quanto sua vida fora dos palcos. A imagem de um homem tocando piano no céu parece cena de filme, mas era a vida real do cantor e compositor Elton John.
Hoje com 79 anos e dono de uma fortuna de R$ 2,6 bilhões, o britânico encontrou na Starship a forma ideal de cruzar a América do Norte. Uma foto compartilhada no Instagram por perfis de história do rock mostra essa exata cena: o músico de óculos e chapéu, segurando um copo enquanto toca o teclado do bar durante o voo.
Histórias nas nuvens
A Starship abrigou vários nomes da música. O Led Zeppelin foi o primeiro grupo a alugar o jato, mas foi Elton quem o usou de forma contínua por quatro anos. O espaço livre gerava cenas curiosas. O site oficial do artista relata que o baterista Nigel Olsson usou bandejas de serviço para deslizar pelo corredor durante a decolagem. Olsson relembra o ritmo da turnê: ”Eu ia direto do local para a Starship em um roupão de banho, subia a bordo, entrava no chuveiro e tomava banho enquanto o avião taxiava”.
O avião também foi palco de encontros surpresa. Em 1973, Stevie Wonder embarcou sem avisar e tocou no órgão do bar. No ano seguinte, John Lennon também acompanhou a banda em um voo para Boston antes de uma apresentação.
A vida longe dos fretamentos
Com o tempo e o aumento nos custos de combustível, a Starship deixou de ser viável e acabou desmontada. A fase das festas aéreas passou, mas o trabalho do artista continuou.
Atualmente, o cantor se mantém como um dos grandes nomes da música mundial. Na vida pessoal, ele divide sua rotina com o produtor e cineasta canadense David Furnish, de 63 anos. De acordo com informações do jornal O Globo, os dois vivem juntos desde 1993, firmaram união estável em 2005 e oficializaram o casamento em dezembro de 2014, logo após a legalização do casamento homoafetivo no Reino Unido.



