Política

Eduardo Bolsonaro nega ter defendido troca do Pix: “Patifaria”

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) negou nesta quinta-feira (4/6) ter proposto negociações entre Brasil e Estados Unidos para substituir o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que “jamais” sugeriu trocar o Pix pelo Zelle, ferramenta americana privada que permite transferências de valores entre clientes de instituições financeiras conveniadas.

O ex-parlamentar classificou como “patifaria” as publicações que, segundo ele, tiraram suas falas de contexto e atribuíram declarações que nunca fez.

“Exijo uma retratação. Eu absolutamente jamais disse isso. Desafio a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito, porventura, algo nesse sentido”, disse Eduardo Bolsonaro.

A manifestação ocorreu após postagens nas redes sociais afirmarem que Eduardo teria defendido a substituição do Pix pelo Zelle. Em entrevista concedida na quarta-feira (3/6) ao TMC News, o ex-deputado declarou que os Estados Unidos “têm mecanismos muito semelhantes ao Pix” e que isso abriria caminho para negociações entre os dois países.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, disse Eduardo ao portal TMC News.

No vídeo divulgado nesta quinta-feira (veja abaixo), o ex-deputado adotou o mesmo discurso que vem sendo utilizado pelo entorno de seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), em defesa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

“O Pix é criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxa e assim continuará sendo. Só Bolsonaro poderia criá-lo porque os bancos tiveram prejuízo bilionário com a criação do Pix”, afirmou Eduardo.

O Pix voltou ao centro do debate político após um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) recomendar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O órgão sustenta que atos e políticas adotados pelo governo brasileiro prejudicaram o comércio americano.

Entre as práticas classificadas pelo USTR como “irrazoáveis” está o Pix. Segundo o governo americano, o sistema de pagamentos instantâneos colocaria em desvantagem empresas dos Estados Unidos que oferecem serviços de pagamentos eletrônicos.

Nos últimos dias, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável adversário de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026, passaram a explorar a ofensiva americana contra o Pix como forma de desgastar a pré-campanha do senador.

Flávio, por sua vez, tem reagido afirmando que não defende qualquer intervenção no sistema e destacando que a ferramenta foi lançada durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).




Metrópoles

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