Economia

Ele começou com bicicleta e hoje o restaurante fatura R$ 885 mil

Foi a primeira vez que eu vi uma food bike. De um jeito bem despretensioso, minha amiga me disse que seria uma boa ideia a gente começar uma bike de comida mexicana nesse estilo. Ela me convenceu que o negócio iria bombar.
Lucas Brouck, diretor da Jalapeño

Após 40 dias pesquisando o mercado, o negócio saiu do papel. Brouck e Yolanda investiram cerca de R$ 1.500 para comprar a bicicleta e os insumos e montar o food bike. O casal de amigos virou sócio na Jalapeño. Na época, Brouck fazia mestrado.

Aprenderam “na marra” a cozinhar pratos mexicanos. Como não sabiam cozinhar, eles tiveram que aprender a preparar os pratos típicos e montar um cardápio enxuto para vender na food bike. “Fui comer em outros restaurantes, pesquisei receitas no Google e com amigos. Fizemos muitos testes”, diz ele.

Por dois anos, a Jalapeño participou de feiras gastronômicas. Funcionava no modelo de “monte o seu burrito”. Eles levavam os ingredientes, e o cliente montava na hora. No início, os pratos eram feitos na cozinha da casa da mãe de Brouck, no bairro da Taquara (zona oeste do Rio). “Conforme a marca foi crescendo, o espaço ficou apertado. A solução foi alugar uma casa de vila na Taquara para montar a cozinha industrial da Jalapeño”, diz.

Entramos na onda dos eventos de food truck porque era febre na época, mas os alugueis dos espaços na feira foram ficando cada vez mais caros, e os eventos cada vez mais vazios. Eu já estava preocupado que o dinheiro que estávamos fazendo nas feiras não cobrisse os custos fixos mensais da nossa cozinha industrial. Foi esse movimento que me levou a querer monetizar a cozinha colocando um delivery para funcionar no local.
Lucas Brouck, diretor da Jalapeño

No final de 2017, eles deixaram de participar de feiras gastronômicas e focaram no delivery. Somente em 2022, a marca abriu sua loja física.

Matéria: UOL Economia

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