Política

Eleição presidencial pode terminar no primeiro turno? O que diz diretor da Quaest após nova pesquisa

A possibilidade de uma migração de votos na reta final da campanha ganhou espaço após a nova pesquisa Quaest mostrar Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto no primeiro turno. Embora os dois estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, afirmou que ainda é “muito improvável” que a eleição presidencial seja decidida já no primeiro turno. (este texto é um resumo do vídeo acima)

A análise foi feita em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, com participação do editor de política de VEJA, José Benedito da Silva. A discussão partiu da queda de outros candidatos no levantamento e da possibilidade de uma concentração de votos nos dois nomes que aparecem à frente.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

O que pode provocar uma migração de votos na reta final?

Segundo Russo, a antecipação do voto é um fenômeno recorrente nos últimos dias de uma eleição. O eleitor pode concluir que determinado candidato não tem condições de chegar ao segundo turno e decidir direcionar seu voto para um dos concorrentes que considera com possibilidade de avançar.

Na nova pesquisa, Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado tem 4% e Renan Santos, 3%. Romeu Zema e Samara Martins registram 1% cada. Para Russo, a presença de dois candidatos claramente à frente pode favorecer esse movimento nos últimos dias da campanha.

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Por que Russo considera improvável uma definição no primeiro turno?

O diretor da Quaest apontou dois fatores. O primeiro é a situação de Lula. Embora tenha voltado a oscilar para cima no levantamento mais recente, o presidente ainda estaria, segundo Russo, distante de um patamar que indique uma vitória no primeiro turno.

“O Lula vinha caindo. Ele ainda está, digamos, num patamar muito longe de ter essa vitória ou chegar próximo do primeiro turno”, afirmou. Para Russo, uma eventual vitória exigiria um desempenho superior ao registrado pelo presidente em 2022, cenário que ele não vê indicado pela pesquisa atual.

O segundo fator está relacionado a Flávio Bolsonaro. Apesar da trajetória positiva identificada pela Quaest, o senador teria de retirar uma parcela significativa dos votos de candidatos que apresentam bases eleitorais distintas. Russo citou Renan Santos, cujo voto classificou como mais ideológico, e Ronaldo Caiado, que teria uma componente regional em Goiás. Augusto Cury, por sua vez, foi descrito como o candidato mais centrista.

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No primeiro turno, Lula tem 37%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois podem chegar a 35%, configurando empate técnico. No segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, contra 41% de Lula.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento registra, portanto, um quadro de forte proximidade entre os dois primeiros colocados, mas, na análise apresentada por Russo no VEJA em Foco, ainda não configura um cenário em que a definição da eleição no primeiro turno seja uma possibilidade provável.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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