Em um mês, presidenciáveis já gastaram mais de R$ 5,5 milhões em propaganda digital

Nos últimos 30 dias, os candidatos à Presidência da República gastaram ao todo R$ 5.587.036,00 com o impulsionamento de propaganda eleitoral nas redes sociais da Meta, detentora das redes Facebook e Instagram.
Os valores, levantados pelo InfoMoney dizem respeito às propagandas eleitorais veiculadas entre os dias 21 de agosto e 19 de setembro. O montante é referente aos anúncios veiculados apenas nos perfis oficiais de cada presidenciável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o ranking de gastos dos candidatos com o impulsionamento da propaganda eleitoral. Em busca da reeleição, o petista desembolsou R$ 4.409.207,00 no período analisado, de acordo com dados divulgados pela plataforma.

Na sequência, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com o segundo maior gasto em impulsionamento nas redes da Meta, tendo desprendido o montante de R$ 702.793.
Apesar de não ter pontuado na última pesquisa Quaest, divulgada na noite da segunda-feira (21), Clariana Barão (DC) é a candidata fora da polarização com o maior gasto em campanha digital, somando R$ 290.715. O valor é maior que a soma do montante gasto pelos candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que somam respectivamente R$ 171.964 e R$ 98.130.
Confira a lista completa:
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- Lula (PT) – R$ 4.409.207
- Flávio Bolsonaro (PL) – R$ 702.793
- Clariana Barão (DC) – R$ 290.715
- Ronaldo Caiado (PSD) – R$ 171.964
- Augusto Cury (Avante) – R$ 128.156
- Romeu Zema (Novo) – R$ 98.130
- Rui Costa Pimenta (PCO) – R$ 77.154
- Renan Santos (Missão) – R$ 76.786
- Hertz Dias (PSTU) – R$ 11.701
Somados, o valor gasto por todos os candidatos fora da polarização ainda é 32,4% menor que o montante desprendido por Flávio Bolsonaro, que ocupa o segundo lugar na maioria das pesquisas de intenção de voto no 1º turno. Comparado com a campanha de Lula, o montante é 89,22% menor.
Lula e Flávio apostam as fichas nos mesmos estados
A Meta também disponibiliza a possibilidade de que campanhas impulsionem propaganda eleitoral digital para regiões específicas do Brasil. Ao analisar os dados, a candidatura de Lula direcionou o maior valor para publicidade paga aos usuários localizados no estado de São Paulo (R$ 910.291), seguido de Minas Gerais (R$ 498.443) e Bahia (R$ 457.001).
A última pesquisa Quaest mostra que o petista ampliou a intenção de votos entre eleitores do Sudeste, passando de 31% para 36% de preferência na região. Flávio Bolsonaro segue na liderança no recorte, mas recuou de 47% para 43%. A margem de erro no segmento foi de três pontos porcentuais.
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Os estados em que Lula menos direcionou propaganda impulsionada foram Roraima (R$ 3.705), Acre (R$ 7.721) e Amapá (R$ 8.495), todos na região norte, considerado um reduto eleitoral mais favorável ao bolsonarismo nas últimas duas eleições presidenciais.
Com valores significativamente menores, o postulante do Partido Liberal também mobilizou os exatos mesmos estados como prioridade na divulgação da campanha eleitoral. Em São Paulo, Flávio gastou R$ 175.959 no período analisado, enquanto em Minas utilizou R$ 52.131 e na Bahia R$ 52.005.
A diferença entre as campanhas está no 4º estado escolhido: Flávio optou por concentrar a propaganda no Rio Grande do Sul (R$ 45.381), onde já possui a ampla maioria dos votos, enquanto o petista optou pelo Rio de Janeiro (R$ 447.336).
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As três entidades federativas no Norte também foram as com menor investimento da campanha de Flávio.
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