Emenda do PT sobre redução da maioridade é mal recebida no governo e deve ser rejeitada

A possibilidade de o PT apresentar uma emenda à PEC da Segurança que prevê a redução da maioridade penal foi mal recebida pelo governo e dividiu aliados no Senado. Antes mesmo de ela ser apresentada, governistas defendem que ela seja rejeitada.
A missão estava sendo coordenada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), que começou a recolher assinaturas.
A medida buscava fazer frente à ofensiva articulada pela oposição que deve apresentar uma mudança na PEC da Segurança para reduzir a maioridade penal para até 14 anos para crimes hediondos.
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) decidiram reagir à aprovação de medidas populistas defendidas pelo governo, como o fim da escala 6×1, e usar o tema da segurança pública, que hoje é o calcanhar de aquiles do governo Lula.
Assim como Camilo, outros senadores também defenderam uma emenda do PT sobre o assunto para mostrar que o governo Lula estaria disposto a enfrentar a criminalidade com mais firmeza.
Alguns senadores petistas, no entanto, alertaram que a medida seria uma inflexão histórica e poderia ser um tiro no pé às vésperas do segundo turno das eleições.
Outro argumento usado é o de que qualquer emenda aprovada na PEC da Segurança fará o texto voltar à Câmara dos Deputados e adiar a promulgação da proposta.
O governo quer aprovar a matéria em dois turnos nesta quinta-feira (15) para dar uma resposta ao eleitor. A avaliação de governistas é que o atraso na aprovação da PEC dificulte a mensagem que o governo quer passar de que está fazendo algo no tema.
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Folha de São Paulo



