Economia

Empresário de sucesso, Abilio também foi influente nos rumos da economia

Foi nos primeiros anos desse período que mantive contato frequente e regular com Abílio como repórter da revista Veja. Tínhamos um encontro semanal, às quintas-feiras, no escritório do empresário, ainda nos fundos da primeira loja do Pão do Açúcar, justamente onde antes tinha sido inaugurada a doceria de seus pais.

Labirinto de corredores

Chegar na sala pequena e sem luxos onde Abilio trabalhava, exigiu, no começo, que um cicerone me acompanhasse. Era preciso percorrer um labirinto de corredores até chegar ao local. As paredes eram decoradas com fotografias do Abílio esportista — são cenas como goleiro em times de futebol, ao lado de carros de corrida, em corridas e outras atividades físicas.

A sede administrativa do grupo, no Jardim Paulista, próxima do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, era uma espécie de metáfora de seu crescimento vertiginoso, com a compra de concorrentes menores e aberta de lojas em ritmo agressivo. A família Diniz foi comprando as casas no quarteirão atrás da primeira loja, e as interligando como fosse possível, por meio de escadas, pontes e corredores.

Nossa combinação era de que as conversas seriam apenas para minha informação e orientação — “off the records”, como se diz no jargão jornalístico. Menção “on the records”, só com prévia combinação. A confiança de Abílio em mim nasceu de uma entrevista, para a seção “Páginas Amarelas” da Veja, que fiz com ele.

Nos encontros semanais, a conversa começava com Abílio discorrendo sobre algum tema, que ele considerava interessante no momento. Depois de responder às perguntas que eu fazia para fechar o tema, era minha vez de lançar as pautas e informações que eu estava apurando para obter confirmações — e mais detalhes — ou desmentidos.

Matéria: UOL Economia

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