Política

Entenda por que a segunda delação de Vorcaro naufragou na PF

A segunda tentativa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do banco Master, de fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) teve o mesmo destino da primeira: foi descartada pelos investigadores.

Na avaliação da corporação, a nova proposta apresentada pela defesa de Vorcaro continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

Segundo fontes da PF ouvidas pelo Metrópoles, os anexos entregues por Vorcaro foram considerados frágeis e incapazes de acrescentar informações que já não estivessem no radar dos investigadores.

Diante disso, a corporação decidiu manter a estratégia adotada desde a rejeição da primeira oferta de colaboração.

Conforme noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, a posição foi comunicada por meio de e-mail aos advogados do ex-banqueiro.

Vorcaro foi alertado durante visita da defesa realizada nesta quinta-feira (11/6), à Superintendência da PF, em Brasília, onde Vorcaro permanece preso preventivamente desde março.

Nova estratégia da PF

Com a negativa, as atenções da investigação se voltam agora para o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Preso desde 16 de abril, ele trabalha na elaboração dos anexos de sua própria proposta de colaboração premiada, vista por investigadores como uma fonte potencialmente mais promissora de informações.

Para reverter o xeque-mate da PF, a defesa de Vorcaro deposita suas últimas expectativas na análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também avalia a possibilidade de firmar um acordo de delação com o empresário.

Vorcaro foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades na venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB.


Metrópoles

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