Entidades que defendem taxar ‘super-ricos’ se reúnem com coordenador do programa de governo de Lula

Entidades à frente de uma campanha pela taxação dos “super-ricos” reuniram-se na última terça-feira (25) com o coordenador do programa de governo para um novo mandato de Lula, José Sergio Gabrielli.
Um dos objetivos, segundo apurou o Painel, foi fazer um contraponto ao discurso de que é necessário apertar o arcabouço fiscal em 2027 e ter políticas que ampliem a austeridade. O principal porta-voz dessa linha é o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Participaram da reunião representantes de Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), IJF (Instituto Justiça Fiscal, Instituto Peregum, MST, Instituto Rede Jubileu Sul Brasil, Oxfam Brasil e Plataforma Justa.
Segundo um participante das conversas, Gabrielli é visto pelos movimentos como um aliado num tema que ainda está em disputa na campanha de Lula. Na reunião, ele recebeu elogios por defender um projeto de desenvolvimento nacional.
O coordenador teria dito que a taxação dos super-ricos é uma agenda de conflito com o rentismo e que analisaria os pleitos.
Entre os pontos defendidos pela campanha de taxação dos super-ricos estão dar aos rendimentos do capital o mesmo tratamento aplicado ao trabalho, aumentar faixas para as altas rendas e extinguir benefício fiscal dos Juros sobre o Capital Próprio (JCP), usado por bancos e grandes empresas para pagar menos impostos.
Outros pontos elencados são regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas e a criação de uma Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para financiamento de políticas ambientais.
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Folha de São Paulo



