Política

Entidades veem retrocesso em fala de Tarcísio contra câmeras corporais em PMs

Entidades que acompanham o tema da segurança pública divulgaram nota nesta quarta-feira (3) em reação à fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre a suposta falta de eficácia das câmeras corporais em fardas policiais.

Elas dizem ter recebido “com preocupação” as declarações de Tarcísio à Rede Globo.

“O retrocesso em uma prática que se mostra solidamente benéfica para a população e para as corporações policiais seria uma perda enorme e a decisão deve ser reconsiderada”, diz a nota, assinada por Conectas Direitos Humanos, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Sou da Paz, Instituto Igarapé, JUSTA e Núcleo de Estudos da Violência da USP.

As organizações lembram que o contrato das câmeras em operação vence no meio deste ano e afirmam que a entrevista sinaliza que está sendo construída “narrativa política para a não renovação do contrato, não obstante todas as evidências científicas que demonstram a efetividade das câmeras”.

“As câmeras corporais reduzem mortes causadas por policiais (contribuíram para preservar ao menos 104 vidas em um ano), inibem a corrupção, evitam que abordagens de menor complexidade escalem para situações mais perigosas, diminuem os casos de agressão contra os agentes do Estado e as mortes dos próprios policiais em serviço, melhoram o atendimento em casos de violência contra a mulher, reduzem o número de reclamações contra a polícia, aprimoram a supervisão sobre as patrulhas, geram material para treinamento policial, trazem mais transparência para a corporação e produzem provas que podem contribuir para melhores decisões do sistema de justiça criminal”, diz a nota.

A postura de Tarcísio sobre as câmeras vem oscilando ao longo do tempo. Na campanha eleitoral de 2022 ele prometeu acabar os equipamentos, mas depois, ao ser eleito, adotou uma atitude mais pragmática com relação ao tema. Agora, no entanto, retomou suas críticas aos equipamentos.

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Folha de São Paulo

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