Política

Entregadores e mototoboys fazem motociata pró-Lula no centro de São Paulo

Motoboys e entregadores a serviço de empresas de aplicativo participaram na manhã desta quarta-feira (21) de uma motociata em apoio à reeleição do presidente Lula (PT).

O ato, organizado por movimentos como o Vida Além do Trabalho e Trabalhadores Sem Direitos, foi da praça Charles Miller, no Pacaembu, até a praça Roosevelt, também na região central da cidade,

Nos últimos anos, o termo motociata se tornou quase um sinônimo das manifestações organizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas o bolsonarismo não atende às demandas dos trabalhadores, diz JR Freitas, um dos líderes da manifestação. Primeiro suplente de deputado estadual do PSOL na eleição deste ano, ele teve 22.589 votos.

“A nossa categoria é uma prova de que a negociação entre trabalhadores e patrões, defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), não serve para os trabalhadores. A gente nem consegue ter contato com as empresas, menos ainda ter as nossas demandas atendidas”, afirma.

Ele admite que a categoria esteve afastada dos partidos de esquerda nos últimos anos por conta da defesa da atividade como empreendedor individual. “A gente não quer se encaixar no modelo tradicional da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], que é uma bandeira tradicional dos movimentos de esquerda, mas precisamos garantir nossos direitos também”, diz.

Segundo ele, as principais demandas da categoria hoje são a garantia de um valor mínimo de R$ 10 por corrida e de R$ 2,50 por quilômetro rodado. “Sou conhecido como motoboy do Lula. Estou na campanha agora, mas, no dia 26 de outubro, estaremos lá pressionando o presidente para garantir estas demandas”, diz.

Freitas ironizou o ato de Flávio, que, na noite do dia 13, levou pizzas, esfirras e refrigerantes para os trabalhadores que estavam no “Espaço Motoboy”, mantido pela prefeitura da capital paulista. Flávio estava acompanhado do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“A gente não quer comer a pizza deles. O que a gente quer é conseguir chegar vivo em casa e com dinheiro no bolso. Só isso”, diz. Freitas foi autor de uma representação no Ministério Público Eleitoral contra o candidato pela distribuição de comida e o uso de um espaço mantido com recursos públicos para ato de campanha.

Folha de São Paulo

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