Escola liga para responsável de aluno esquecido após aula e descobre que pai foi preso por tráfico de drogas

ABANDONO
Criança de 9 anos aguardou por horas para ser buscada. Ligação feita pela escola foi atendida por um policial militar
Escola liga para responsável de aluno esquecido após aula e descobre que pai foi preso por tráfico de drogas (Foto: Ilustrativa/Pixabay)
Uma criança de 9 anos precisou ser acolhida pelo Conselho Tutelar após permanecer na escola sem que ninguém fosse buscá-la ao fim das aulas, em Aparecida de Goiânia. Ao tentar contato com o responsável pelo aluno, uma funcionária da unidade escolar foi surpreendida ao descobrir que o celular do pai estava em posse da Polícia Militar. Do outro lado da linha, um policial informou que o homem havia sido preso por suspeita de tráfico de drogas e, por isso, não poderia buscar o filho.
Diante da situação, a escola acionou o Conselho Tutelar, que iniciou uma força-tarefa para localizar algum familiar que pudesse assumir os cuidados da criança.
“O Conselho Tutelar foi notificado pela instituição de ensino após não obter sucesso em fazer contato com o genitor. A escola recebeu a informação de que ele estava sendo conduzido à delegacia por um suposto crime de tráfico de drogas”, explicou a conselheira tutelar Elita Arantes.
Após assumir o caso, os conselheiros tentaram contato com o próprio pai para obter informações de outros familiares. A preocupação era evitar que a criança precisasse ser encaminhada para acolhimento institucional.
A equipe conseguiu localizar a avó materna apenas por volta da meia-noite. Ela informou que tinha interesse em receber o neto, mas mora em Brasília. Como não havia tempo para verificar as condições necessárias para que a criança fosse entregue para avó naquele momento, o Conselho Tutelar optou por realizar o acolhimento provisório.
“Já era tarde da noite, a criança estava cansada, ainda com uniforme escolar e sem alimentação adequada. Diante dessas circunstâncias, entendemos que o acolhimento era a medida mais segura naquele momento”, afirmou a conselheira.
Agora, o Conselho Tutelar deve encaminhar o caso ao Poder Judiciário, que vai analisar a possibilidade de o menino passar a viver com a avó materna em Brasília, onde também vive outros parentes, enquanto a situação do pai é definida.
Segundo informações da PM, pai e filho haviam se mudado para Aparecida de Goiânia há pouco tempo.
Enquanto a situação familiar é analisada pela Justiça, o garoto já foi matriculado em uma nova escola para garantir a continuidade dos estudos e minimizar os impactos causados pela mudança repentina em sua rotina.
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