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Ex-assessores de Bolsonaro foram presos por planejarem golpe, diz PF

Na sequência da reunião, Correia Neto enviou um arquivo ao ajudante de ordens do então presidente. Era a minuta de um documento chamado de “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército”.

Os investigadores entendem que a carta era uma forma de pressionar a cúpula do Exército. O general Marco Antônio Freire Gomes, então comandante do Exército, seria o principal alvo, mas não o único.

Na mesma noite, um blogueiro revelou a lista dos comandantes regionais do Exército indecisos em aderir ao golpe. A relação foi veiculada no programa “Pingo nos Is”, da Jovem Pan, bastante assistido pela militância bolsonarista.

Correia Neto é descrito como “homem de confiança” de Mauro Cid. Caberia a ele executar tarefas que o ajudante de ordens não podia por causa do cargo que ocupava.

O coronel foi indicado para missão do Exército em Washington. A designação ocorreu em 30 de dezembro de 2022, penúltimo dia de Bolsonaro na Presidência.

Moraes entendeu a mudança para os Estados Unidos como uma manobra para escapar do alcance da Justiça. Esta foi a justificativa para decretar a prisão do coronel.

Matéria: UOL Notícias

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