Economia

Ex-mulher de dono da Evergrande processa filho por calote de R$ 635,87 milhões

A ex-mulher de Hui Ka Yan, fundador da gigante construtora chinesa Evergrande, entrou com um processo contra um de seus filhos por causa de calote em operações de empréstimos.

Ding Yumei, que foi casada com Yan até agosto do ano passado, está acionando o seu segundo filho, Peter Xu, por não pagar empréstimos tomados em junho de 2020, segundo documentos judiciais. O valor pedido no processo é de 1 bilhão de dólares de Hong Kong ( US$ 128 milhões ou R$ 635,87 milhões).

Xu já dirigiu a unidade de gestão de patrimônio da Evergrande e foi detido no ano passado, juntamente com outros funcionários da divisão, depois que a incorporadora supostamente deixou de pagar parte dos investidores, informou a mídia local na época.

O fundador da construtora também chegou a ser detido, em setembro de 2023, sob suspeita de cometer crimes não especificados.

A unidade de patrimônio da Evergrande enfrentou problemas em 2021 após lutar para fazer pagamentos de cerca de 40 bilhões de yuans (R$ 27,49 bilhões) em produtos de investimento. A atitude provocou protestos e levou a empresa a oferecer quantias reduzidas em dinheiro ou imóveis com desconto.

Inicialmente, ela ofereceu pagar os investidores em parcelas, mas parou de fazer os pagamentos dois anos depois, quando sua crise de liquidez piorou.

Ding tem sido listada como uma “terceira parte independente” desde agosto, sugerindo que ela e Hui se separaram. Ela possui um passaporte canadense, de acordo com um registro de empresa de Hong Kong.

Ela detém 5,99% das ações da Evergrande, o que representa cerca de US$ 16 milhões (R$ 79,48 milhões), com base no último preço de negociação da empresa antes de ser suspensa no final de janeiro, de acordo com o ranking de bilionários da Bloomberg.

A Evergrande teve decretada a falência por um tribunal de Hong Kong no mês passado. Não está claro como Yan e Ding dividem sua fortuna. O governo instou Yan a usar sua riqueza pessoal para ajudar a reembolsar os investidores, e os credores pediram a ele para injetar pelo menos US$ 2 bilhões de seu próprio dinheiro, disseram pessoas familiarizadas com a negociação.

Folha de São Paulo

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