Exonerações de fantasmas levam à economia de R$ 221 milhões no Rio

O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira, 25, que ultrapassou a marca de 6 mil exonerações em todos os órgãos da administração. O número representa cerca de 43% do total de mais de 14 mil cargos comissionados existentes em março. O desligamento gerou uma economia projetada até dezembro de R$ 221 milhões — uma das promessas do governador interino, o desembargador Ricardo Couto, no comando do Palácio Guanabara desde 24 de março.
“As decisões têm como premissa fundamental a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos — valor que o Governo do Estado vem imprimindo em todas as áreas da gestão, como parte de um modelo de atuação baseado em eficiência, transparência e resultados”, afirmou o governo do Estado do Rio em comunicado.
“Novas exonerações serão realizadas conforme os trabalhos de auditoria em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado forem concluídos”, acrescentou.
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Até a última sexta-feira, 21, 6.145 servidores foram exonerados. Em contrapartida, foram 2.496 nomeações, compostas por “servidores de carreira” selecionados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), de acordo com o governo estadual. Além das mudanças entre os comissionados, Couto também mandou auditar contratos da administração estadual, suspendeu repasses e extinguiu a Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável por irregularidades no Projeto 60+ Reabilita.
A gestão Couto planeja, inclusive, avançar na redução do número de secretarias — hoje, em 28. Até o momento, foram realizadas três fusões: da pasta de Agricultura, que deu origem à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar; da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar à estrutura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação ao escopo do Desenvolvimento Econômico.
Em entrevista a VEJA no final de junho, Couto afirmou que o governo de Cláudio Castro (PL) havia previsto despesas muito acima das receitas e que havia pedido ao Tribunal de Contas do Estado para avaliar os gastos, como a compra de 220 mil câmeras de segurança para reconhecimento facial — do já cancelado Projeto Sentinela.
“Conclusão: em quatro anos, por uma questão logística, apenas 60 000 dessas câmeras poderiam ser instaladas, enquanto as outras 160 000 ficariam guardadas. Em pouco tempo, naturalmente, estariam defasadas. É esse tipo de despesa que não vai mais ocorrer. Agora, é preciso incluir também ganhos do lado da receita para fechar a conta no azul”, disse a VEJA.
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