Fifa vê como positiva Copa do Mundo com 48 seleções: ‘A qualidade está lá’

O início da super Copa do Mundo de 2026, a maior edição do torneio e a primeira a reunir 48 seleções e ser disputada em três países-sede, está agradando a Fifa.
Em coletiva de imprensa neste domingo (21) o pentacampeão mundial com a seleção brasileira e membro do conselho técnico da Fifa nessa Copa, Gilberto Silva, destacou que a qualidade do futebol “está lá”, contrariando a percepção popular.
Quando a edição foi anunciada, havia certo ceticismo se as mudanças no tamanho do torneio não impactariam a qualidade das partidas. Além do volume maior de jogos – com a fase mata-mata dos 16 avos -, as seleções também têm que percorrer grandes distâncias. Realizado entre Canadá, México e Estados Unidos, o Mundial tem sedes afastadas por até 4.500 quilômetros.
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A própria Fifa estava “com o pé atrás”, disse Silva. “Nós temos nossas considerações sobre quando a competição foi anunciada com 48 times. Até nós estávamos com o pé atrás. A percepção popular era que teríamos muitos jogos de nível técnico ruim e tem sido o contrário”, afirmou.
Mas as duas primeiras rodadas da fase de grupos apresentaram confrontos intensos, algumas zebras e muitos gols. Até o início dos jogos deste domingo, a Copa de 2026 tinha média de 3,1 gols por jogo, a maior desde 1958.
“O que temos visto até agora é que a qualidade está lá. Isso é ótimo para o torneio até aqui”, destacou Silva.
Campeão do mundo em 2022, o ex-volante é um dos 11 membros do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, responsável pelas análises das 104 partidas do campeonato. Sob o comando de Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global do futebol da Fifa, o grupo de treinadores e ex-jogadores de seleções nacionais está observando as partidas para identificar tendências e inovações táticas do esporte.
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