Fiscalizou Master e prendeu Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, na quinta-feira (10/9), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida suspensa, posteriormente, pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O titular do Planalto classificou o chefe da corporação como de sua “total confiança” e afirmou que Andrei “fez um trabalho extraordinário”.
“O Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira. É um companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão na história do crime organizado neste país, é o companheiro que fiscalizou o Banco Master, que prendeu o [Daniel] Vorcaro”, afirmou em entrevista ao SBT, realizada no Palácio da Alvorada.
“Então quero dizer em alto e bom som: o Andrei é da minha total confiança. É um companheiro, perito como poucos delegados na história deste país, e se ele por acaso cometeu um erro, que ele seja julgado. Igual vai ser o Lula, igual vai ser você”, assinalou o petista.
Na terça-feira (8/9), André Mendonça determinou o afastamento preventivo por 90 dias de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, dos seus respectivos cargos. O magistrado afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da PF por mais de 30 dias.
A medida ocorreu em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master.
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do Metrópoles
No entanto, na última quarta-feira (9/9), o ministro Flávio Dino, do STF, julgou recurso de Andrei e determinou a reintegração dele e de Leandro Almada aos respectivos cargos na Polícia Federal. No mesmo dia, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e de Dino envolvendo o comando da PF e determinou que o impasse seja levado ao plenário da Corte.
O chefe da Suprema Corte determinou também que o diretor-geral da Polícia Federal seja intimado para prestar informações no prazo de 48 horas. Após esse período, Fachin vai analisar a permanência de Andrei no comando da PF.
Para Lula, a Polícia Federal “incomoda tanta gente” porque “nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga quanto nesse mandato do Andrei”.
“Ora, as pessoas querem que o presidente indique o diretor-geral da Polícia Federal e depois ele vira um estranho ao presidente da República? Não. Ele é um funcionário do estado brasileiro e, portanto, nós temos responsabilidade sobre ele. Ele fez um trabalho extraordinário“, declarou o presidente.
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