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Flávio Bolsonaro choca ao revelar o que pretende mudar na Constituição

A disputa para o segundo turno da corrida presidencial ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira, 07/10. O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) detalhou suas principais metas legislativas e projetos de governo caso seja eleito. Entre os pilares centrais de suas propostas estão uma ampla reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, ajustes na reforma tributária e o fim da reeleição.

As declarações foram dadas após uma reunião na qual o senador recebeu formalmente o apoio da federação União-Progressista para a etapa decisiva do pleito nacional.

Reforma do Judiciário e mudanças constitucionais

Flávio explicou que suas metas de governo dependem diretamente de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), rebatendo críticas e acusações de que buscaria saídas fora das regras democráticas.

“Tem que haver, sim, uma reforma do Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, afirmou o presidenciável.

Quanto aos limites de mandato, o candidato ressaltou que a definição final caberá ao Poder Legislativo: “Se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o caminho”.

O otimismo da campanha de Flávio apoia-se no crescimento expressivo de partidos da direita e centro-direita nas urnas no último domingo. O PL, legenda do candidato, conquistou 121 bancadas na Câmara e 19 das 54 vagas disputadas no Senado Federal:

O candidato defendeu que a nova configuração do Congresso é favorável a uma gestão sob seu comando: “Não tem como encaixar uma peça diferente dessa, porque se esse atual presidente continuasse, ele simplesmente seria incompatível com este Congresso”, disse, alfinetando o rival Luiz Inácio Lula da Silva.

Para alterar a Carta Magna, são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado. Diante dos temores sobre a maioria, Flávio negou arroubos autoritários: “Já vi gente começar a dizer: ‘Agora o Flávio com esse Congresso, com ampla maioria, ele vai fazer o que o pai dele não fez’. Nossa, vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real”.

Diálogo com instituições e resultado do 1º Turno

Líder das urnas no primeiro turno com 47% dos votos válidos contra 45% de Lula, o senador voltou a questionar se o país vive uma “democracia plena”, mas defendeu a moderação como regra de conduta política:

“Então, comigo vai ser sempre com a ponderação, com respeito à Constituição, com respeito à política, e honrando e respeitando cada segmento da sociedade aqui representado nesses parlamentares”, concluiu Flávio Bolsonaro.

Leia também: Vidente faz previsão chocante e expõe o que vai derrubar Lula

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