Política

Flávio Dino, um adversário fora do caminho


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Flávio Dino (foto) foi encaminhado por Lula para o Supremo Tribunal Federal, após sua aprovação no Senado, como um aliado “comunista”. Quando o nome surgiu entre os cotados para assumir a cadeira de Rosa Weber, contudo, o contexto era outro, de adversário, diz Crusoé em sua retrospectiva. 

Os rumores em meados de agosto davam conta de que uma ala do PT encarava a indicação de Dino ao Supremo como a melhor forma de se livrar de um adversário de fora do partido na sucessão de Lula. Como de costume, o PT não pretende sair nunca mais do Palácio do Planalto, e Dino seria o adversário mais forte para a suceder o presidente, como mostrou sua atuação no governo. 

O ministro da Justiça rivalizou com o próprio presidente da República por atenção desde antes mesmo de o governo começar, quando Brasília ainda estava agitada pelos insatisfeitos com o resultado eleitoral. Em dezembro de 2022, Dino convocou uma entrevista coletiva como se já estivesse no cargo, para comentar atos de vandalismo na capital federal.

Já empossado ministro, comentou o resultado das eleições primária da Argentina, a falta de energia em São Paulo e qualquer outro assunto que tivesse chamado muita atenção no país. O comportamento lhe valeu até uma reportagem intitulada Flávio Dino, um ministro do barulho em Crusoé

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Matéria: O Antagonista

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