Economia

Flávio é favorito no 2º turno e Lula terá que buscar eleitor de centro

A revista britânica The Economist avaliou, em matéria publicada nesta segunda-feira (5), que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno da eleição presidencial em vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A publicação lembra que, no histórico recente do regime democrático brasileiro, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu virar a disputa.

Pela totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 56,1 milhões de votos válidos, representando 47,03%, enquanto o petista totalizou 53,1 milhões de votos, ou 45,16%. Os dois voltam às urnas no próximo dia 25 de outubro.

A revista também chamou a atenção para o avanço do PL no Congresso. A sigla elegeu 19 das 54 vagas em disputa no último domingo (4), e terá 28 das 81 vagas a partir de 2027. O partido presidido por Valdemar Costa Neto também terá a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Pela avaliação da The Economist, a campanha de Lula amargou uma insatisfação popular, convertida em votos, com os rumos da economia do país. O aumento do custo de vida, o patamar elevado da taxa Selic e o baque na credibilidade fiscal pesam, momentaneamente, contra uma eventual reeleição de Lula.

Segundo o texto, os sucessivos escândalos de corrupção que envolvem parte importante da institucionalidade política do país e do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçaram, na eleição deste ano, um sentimento de contrariedade ao sistema político brasileiro. 

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A publicação destaca, porém, que Lula não tem envolvimento direto com o caso do Banco Master, muito embora tenha sido atingido a reboque pelas acusações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. Enquanto isso, ainda segundo a The Economist, Flávio Bolsonaro é citado nas investigações sobre o Master por negociações com Daniel Vorcaro sobre recursos para um filme a respeito do pai.

A publicação aponta que, para reverter o quadro, Lula precisaria reduzir a abstenção recorde registrada ontem, atraindo eleitores de candidatos derrotados já no primeiro turno. A sinalização ao eleitorado que deixou de votar no domingo esteve presente no discurso do petista, feito logo após a confirmação dos resultados.

Infomoney

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