Flávio ou Lula? Saiba quem mentiu mais durante o Debate da Band

O confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no debate promovido pela Band e pelo Estadão, neste domingo (18), colocou em evidência declarações sobre economia, segurança pública, corrupção e políticas sociais. Após o encontro, o Estadão Verifica, núcleo de checagem do jornal, examinou afirmações dos dois candidatos e classificou os resultados em categorias como verdadeiro, falso, enganoso, exagerado, impreciso e falta de contexto. A análise considerou informações verificáveis, incluindo números, datas e registros oficiais, para avaliar se as falas correspondiam aos dados disponíveis.
Resumo da checagem de fatos:
Checagem aponta acertos e distorções nas falas de Lula
Entre as declarações de Lula consideradas verdadeiras estão a conquista do grau de investimento pelo Brasil durante seu segundo mandato, a criação da categoria de microempreendedor individual (MEI), a quitação antecipada da dívida com o Fundo Monetário Internacional e o pagamento de mais de R$ 3,5 bilhões em ressarcimentos a aposentados e pensionistas prejudicados por descontos indevidos no INSS. A checagem também confirmou a afirmação sobre o voto contrário de Flávio Bolsonaro, em 2009, à ampliação da licença-maternidade de servidoras estaduais do Rio de Janeiro. Por outro lado, o jornal classificou como enganosa a fala de Lula de que a economia só voltou a crescer acima de 3,5% quando ele retornou à Presidência, já que o PIB avançou 4,6% em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. Também foram consideradas exageradas as afirmações sobre o valor da casa de Flávio e a frequência de declarações falsas do ex-presidente.
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Declarações de Flávio também recebem ressalvas
Na avaliação das falas de Flávio Bolsonaro, o Estadão Verifica apontou problemas em afirmações sobre a Lei Antifacção, os gastos com viagens de Lula e Janja, a atuação do irmão do presidente no sindicato investigado por fraudes no INSS e a suposta tentativa de Lula de restaurar as chamadas saidinhas de presos. Em diferentes casos, a checagem concluiu que as declarações eram enganosas ou precisavam de contexto. A análise também contestou a afirmação de que Lula estaria empregando condenados no escândalo do Mensalão, classificando-a como falsa, e considerou falsa a alegação de que Flávio nunca defendeu mudanças nas regras de identificação de armas e munições. Já a afirmação sobre a queda de mais de 2% nos juros futuros após o resultado do primeiro turno foi considerada verdadeira.
A checagem ainda identificou divergências em temas como o número de médicos do programa Mais Médicos, o tempo de governos do PT, a quantidade de brasileiros que vivem em áreas dominadas por facções e os dados sobre empresas abertas e encerradas no país. No caso das declarações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, o jornal destacou a ausência de comprovação para algumas acusações e diferenças entre relatos publicados e informações atribuídas às autoridades.
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