Política

Governador interino do RJ, Ricardo Couto vai à Brasília discutir dívida com a União

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se reuniu nesta segunda-feira (8) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir os termos de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O estado entrou para o Programa em 5 de maio, mas o processo ainda não foi concluído. A expectativa do governo interino é a de reduzir o pagamento médio mensal de 436 milhões para R$ 119 milhões.

Para reduzir esse valor, o estado precisa apresentar à União seus ativos, ou seja, bens imóveis ou fontes de recursos diversas. Entre as medidas pensadas para abater essa dívida está o uso de R$ 20 bilhões depositados pela Petrobras em juízo referente a uma dívida com o estado do Rio de Janeiro. O uso desses valores está em discussão com a Fazenda.

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Além disso, Couto apresentou as várias medidas de contenção de gastos realizadas em âmbito estadual, como a exoneração de quase três mil cargos comissionados. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Couto disse as medidas resultaram em uma economia de mais de R$ 2 bilhões e que as exonerações devem alcançar seis mil cargos.

Na conversa com a Fazenda, Couto também afirmou que tentará recuperar, por vias judiciais, R$ 1,4 bilhão em recursos depositados pelo fundo Rioprevidência no Banco Master. Os recursos foram aplicados após uma série de recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que as aplicações não fossem realizadas. O Banco teve falência decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 devido a identificação de fraudes bancárias e impossibilidade de arcar com seus débitos.

Em 3 de fevereiro, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por realizar essas operações. Em 26 de maio, a Polícia Federal (PF) realizou uma nova operação e desta vez fez buscas e apreensões na casa do ex-governador Cláudio Castro por aplicações de R$ 3,7 bilhões no Banco Master.

A dívida do Grupo Fit, do empresário foragido Ricardo Magro, também foi tema da reunião. O governador interino apresentou à União a proposta de desapropriação da Refinaria de Manguinhos – a Refit, localizada às margens da avenida Brasil, no Rio de Janeiro, para abater parte da dívida do Grupo com o Estado.

Com informações Valor Econômico e O Globo




Brasil de Fato

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