Política

Ibovespa fecha em alta com recuperação dos preços do petróleo

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, fechou a sexta-feira, 8, em alta de 0,86%, aos 127 mil pontos, puxado pelas empresas de petróleo. A maior alta no indicador ficou por conta da Prio (+4,9%), mas Petrobras (+3,81% a ON e +3,32% na PN) também registrou boa recuperação no pregão. Apesar do resultado, o Ibovespa encerrou a semana com queda acumulada de 0,85%.

Os mercados também reagiram aos números do Payroll nos Estados Unidos, que indicou a criação de mais vagas que o esperado pelo mercado. Além do crescimento no número de vagas, os dados mostraram queda na taxa de desemprego para 3,7%, o que foi interpretado como um sinal de resiliência da economia americana e um indicativo de que o consumo continuará forte nos próximos meses.

Como resultado, os juros dos Treasuries (título públicos americanos) dispararam, mudando a perspectiva dos investidores em relação ao corte de juros pelo FED (Federal Reserve). Antes do relatório, a expectativa era de um corte em março, mas agora espera-se que o início da novo ciclo ocorra apenas em maio.

Com isso, o dólar se valorizou contra o real, encerrando a sessão próximo às máximas, seguindo a tendência da moeda no exterior. O dólar à vista encerrou as negociações em uma alta de 0,42%, chegando a R$ 4,9295, após oscilar entre R$ 4,9364 e R$ 4,8957 ao longo do dia. No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana em relação às principais moedas globais, teve um aumento de 0,46%, atingindo 104,015 pontos.

As taxas de juros futuros locais também registraram alta, impulsionadas pelo aumento dos retornos dos Treasuries. Apesar disso, não houve alteração nas expectativas de mais um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente está em 11,75%, na quarta-feira da semana que vem, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) define o novo patamar da taxa básica de juros. Um dia antes, os investidores ainda acompanham o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro, que deve apresentar um aumento de 0,29% em relação a outubro, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos in natura.

Matéria: O Antagonista

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