Economia

?Iinvestir em construção de marca mexe em vendas?

A construção de marca entra exatamente nesse equilíbrio mostrado para o consumidor, de custo-benefício. Essa não é uma batalha tão difícil.

A companhia tem certeza de que investir em reconhecimento de marca mexe em vendas. Ao ver uma marca forte, com a qual ele é engajado, o consumidor sai de uma conversa simplesmente racional e entre em outros ativos intangíveis.

Quando esse consumidor para na gôndola, fala: ‘Poxa, tenho dois produtos aqui, mas eu sei que esse é da marca X, que tem compromisso social, compromisso com o meio ambiente, é uma marca que tem qualidade’. Ele sai da simples comparação de preço e parte para outros atributos. Ele já chega na gôndola predisposto a consumir a gente.

Temos outro ponto aqui, que é uma segunda camada dessa conversa, que falo com o meu time: a corporação é a locomotiva, mas o marketing é o maquinista. O nome, o time comercial, o time de vendas, todas as áreas de backoffice, são a grande locomotiva. A gente, marketing, é o maquinista dessa locomotiva. Temos que comandar, orientar, essa locomotiva para conseguirmos nos levar mais longe, melhor e de forma mais produtiva.

Você esteve no SXSW, um dos principais eventos de inovação do mundo, que aconteceu mês passado, nos Estados Unidos. Trazendo para o nosso dia a dia, o que fica de ensinamento para sua equipe e para a empresa? Como passar essas inovações também à diretoria da empresa?

De todas as trilhas do evento (são mais de 20), eu tento me inserir na de tendências e inovação e na mais relacionada ao comportamento humano. No passado, havia um grande debate da inteligência artificial (IA) contra o humano, se podemos falar assim. Esse discurso mudou. A grande lição é que AI já é uma realidade. Temos que usar a inteligência artificial como parceria entregar mais produtividade e ir mais longe -como desenvolvimento humano e, até, das corporações.

Matéria: UOL Economia

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