Política

Inflação e articulação política no radar do mercado financeiro


Foto: Mateus Bonomi/O Antagonista

A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que definirá a nova taxa de juros começa nesta terça-feira, 12, com dados atualizados de inflação. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga às 9h o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro.

A expectativa é que a pressão sobre os preços tenha acelerado. A inflação oficial deve ficar em 0,29% em novembro, após alta de 0,24% em outubro. Na leitura anual, o índice deve ficar em 4,70% para os 12 meses terminados em novembro voltar a ficar abaixo do teto da meta (4,75%).

Os novos números não devem afetar as expectativas para a decisão do Copom que será anunciada amanhã, às 18h30. O consenso do mercado é de mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros para 11,75% a.a.. As opções de Copom negociadas na B3 indicam 97% de probabilidade de uma redução nessa magnitude. Os investidores devem manter a atenção também ao comunicado do colegiado para pistas sobre uma possível aceleração no ritmo de cortes, dado o cenário de desinflação mais benigno.

O cenário político também movimenta os negócios nesta manhã. A esperança do governo de uma rápida apreciação da MP das Subvenções do ICMS está em risco na Câmara dos Deputados. O Ministério da Fazenda está sendo pressionado pelo parlamento para flexibilizar ainda mais o texto.

Ruídos na comunicação entre o Planalto e o Congresso Nacional e atrasos na liberação de verbas do governo têm incomodado os parlamentares. O ministro das relações institucionais, Alexandre Padilha, garantiu ontem que o governo vai pagar 100% do valor das emendas individuais de transferência especial empenhadas até o fim do ano e destacou que a MP das Subvenções é prioridade.

Além disso, líderes do governo no Congresso solicitaram o adiamento da votação na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). Há uma série de discordâncias no texto, incluindo a inclusão do Sistema S no Orçamento e as novas emendas de comissão.

Ainda no Congresso Nacional, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sabatinará os nomes indicados para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), às 9h.

No exterior, dados da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) podem mexer com as expectativas sobre juros por lá. Os números serão divulgados às 10h30. A previsão é de estabilidade em relação a outubro e desaceleração para 3,1%  (de 3,2%) na leitura anualizada. Para o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, a previsão é de alta de 0,3% em relação a outubro, contra 0,2% no mês passado, e estabilidade em 4,0% na leitura anualizada.

Matéria: O Antagonista

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