Política

Investidores reagem a Copom sem coração mole

O mercado financeiro vai digerir os recados (ou a falta de novidades) do comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) após a decisão de manutenção no ritmo de cortes em 0,5 ponto percentual na reunião encerrada na noite de quarta-feira, 14. Como esperado o Banco Central reduziu a Selic para 11,75% ao ano, mas manteve o tom adotado nos últimos encontros.

Nos últimos dias, o Planalto voltou a pressionar por uma aceleração no ritmo de cortes. O presidente Lula chegou a afirmar em cerimônia que era preciso “‘ mexer com o coração do presidente do Banco Central”. No entanto, os apelos do petista não afetaram nem mesmo o coração dos dois indicados por ele para a autoridade monetária. O colegiado votou de forma unânime pela manutenção da estratégia nas “próximas” reuniões.

Durante o dia, houve forte reação à decisão de juros nos EUA, que manteve a taxa inalterada, mas avisou que os membros do FED (Federal Reserve) começaram a discutir o início do ciclo de cortes por lá e que esse será o tema das próximas reuniões.

Com isso, a curva de juros futuros começou a precificar maiores chances de o Banco Central sinalizar a possibilidade de acelerar o ritmo de redução da taxa Selic. No entanto, o Copom acabou jogando um balde de água fria nessas expectativas.

Nesta quinta-feira, 14, o BCE (Banco Central Europeu) e o BoE (Banco da Inglaterra) definem as taxas de juros na zona do euro e no Reino Unido. A expectativa é de que ambas as instituições mantenham as taxas inalteradas.

O BCE pode surpreender em função da desinflação na região ter acelerado sensivelmente, de acordo com dados mais recentes, mas a maioria do mercado ainda vê os juros no mesmo patamar por enquanto.

Na agenda econômica local, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar, às 9h, os dados sobre as vendas no varejo em outubro. O fluxo cambial semanal, com um dia de atraso, será divulgado às 14h30.

Nos Estados Unidos, os indicadores do dia incluem os pedidos de auxílio-desemprego e as vendas no varejo, ambos às 10h30. Ainda no exterior, os bancos centrais do México (16h) e do Peru (sem horário definido) também irão decidir sobre as taxas de juros. No final da noite, às 23h, serão divulgados os dados importantes sobre a produção industrial e as vendas no varejo na China em novembro.

Matéria: O Antagonista

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