Isabella Nardoni: petição apresenta nova versão e pede investigação sobre morte da menina

Mais de 18 anos depois da morte de Isabella Nardoni, o caso voltou ao centro das atenções após uma representação apresentada ao Ministério Público de São Paulo. Segundo informações obtidas pela coluna Fábia Oliveira, o documento foi protocolado em 20 de agosto de 2026 pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, em nome da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ SP, liderada pelo ativista Agripino Magalhães. A petição pede que as autoridades avaliem a possibilidade de retomar as apurações sobre o crime ocorrido em março de 2008.
A principal alegação apresentada no documento envolve Antônio Nardoni, avô da menina, apontado na representação como possível mandante do homicídio. O pedido também menciona suspeitas de fraude processual e corrupção e afirma existir uma nova versão baseada em relatos atribuídos a três testemunhas. Entre elas estaria uma policial penal que, conforme descrito na petição, teria ouvido Ana Carolina Jatobá afirmar que não matou Isabella e atribuir a autoria intelectual ao avô da criança. O documento sustenta ainda que ela teria admitido uma agressão contra a menina, mas negado ter sido responsável pela queda do prédio.
Supostas irregularidades durante a prisão
Outro conjunto de alegações diz respeito ao período em que Ana Carolina Jatobá permaneceu presa. A representação afirma que poderiam ter ocorrido favorecimentos dentro da unidade prisional, incluindo supostas regalias e facilidades relacionadas ao trabalho remunerado e à progressão de regime. O documento também cita uma segunda agente que teria conhecimento de relatos semelhantes e uma ex-secretária de escritório de advocacia, que teria informações sobre acontecimentos envolvendo a defesa da família.
A petição ainda solicita proteção para as testemunhas e relata supostas intimidações contra a policial penal mencionada. Entre os pedidos estão novos depoimentos de agentes, ex-detentas e outras pessoas que possam contribuir para esclarecer os fatos. No entanto, é fundamental destacar que todas essas informações são alegações apresentadas em uma petição e não representam conclusões oficiais das autoridades. Até o momento, o documento apenas solicita investigação sobre os pontos levantados. Portanto, não há, a partir dessa representação, nova condenação ou decisão judicial que atribua participação de Antônio Nardoni no crime.
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