Política

Juros recuam às vésperas de decisão do Copom

As expectativas em relação à política monetária brasileira animaram os investidores na véspera da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O consenso é que a autoridade monetária reduzirá a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, mas pode adotar um tom mais suave no comunicado. Com isso, o mercado reduziu levemente a taxa Selic precificada para o fim de 2024.

As apostas em um tom mais suave do Banco Central após o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais comportado e com a média dos núcleos abaixo da meta ajudou a melhorar o humor. A resposta veio nos juros futuros, que caíram com maior intensidade nos vencimentos intermediários e longos.

O dólar registrou fechou em alta de 0,36% na sessão, cotado a R$ 4,97. A perspectiva de uma flexibilização maior da taxa Selic tem impactado a moeda brasileira, apesar disso o real mantêm-se apreciado no ano.

O Ibovespa não acompanhou otimismo com o ciclo de cortes de juros,  se descolou da bolsas de Wall Street e fechou em baixa (-0,40%), aos 126,4 mil pontos. Destaque para a pressão sobre as ações da Petrobras (-1,53% ON e -0,81% PN) que recuaram em resposta à forte queda do preço do petróleo. O barril do tipo Brent, referência para a estatal, encerrou as negociações em queda de mais de 3%, a US$ 73,38, menor nível desde junho deste ano.

Além da petroleira, as ações do Banco do Brasil e do Itaú estiveram entra as principais contribuições negativas para o índice. Na ponta oposta, os papéis ligados à taxa de juros, como varejo e construtoras, lideraram as altas com o alívio nas expectativas para os juros.

No mercado de commodities, o minério de ferro se manteve acima de US$ 135 por tonelada em Singapura, o que manteve as ações da Vale em terreno marginalmente positivo (+0,18%).

 

Matéria: O Antagonista

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