Política

‘Lembrar é também uma forma de fazer justiça’, diz diretora de documentário sobre CPI da Covid

Diretora do documentário “Anatomia do Caos”, Dandara Ferreira afirma que o país ainda não conseguiu elaborar plenamente o luto deixado pelos mais de 700 mil mortos em um dos momentos mais traumáticos da história recente: a pandemia de coronavírus.

“Anatomia do caos”, que estreia em 2 de julho nos cinemas, retrata a omissão do governo Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia através dos bastidores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19, aberta pelo Senado Federal em abril de 2021.

“Fazer esse filme foi a minha forma de contribuir para que essa história não seja esquecida. Eu fiz esse filme como um ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares, entes queridos e a todos que acreditam que lembrar é também uma forma de fazer justiça”, diz a cineasta.


O documentário terá sessões especiais, com exibições seguidas de debates, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Curitiba, Salvador e Fortaleza. Segundo a diretora, haverá também um circuito por universidades.

“Aquele foi um momento fundamental da nossa democracia. O Parlamento, que é constantemente criticado, assumiu a responsabilidade de investigar e buscar respostas para o que aconteceu”, afirma Dandara, que também dirigiu “Meu nome é Gal”, cinebiografia da cantora Gal Costa.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo