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Lula muda voto de Bolsonaro e ONU aprova resolução contra armar Israel

Cessarem a venda, a transferência e o desvio de armas, munições e outros equipamentos militares para Israel.

Parem a exportação, venda ou transferência de bens e tecnologias de vigilância e armas menos letais, incluindo itens de “uso duplo”, quando avaliarem que há motivos razoáveis para suspeitar que tais bens, tecnologias ou armas possam ser usados para violar ou abusar dos direitos humanos

O objetivo seria “evitar novas violações do direito humanitário internacional e violações e abusos dos direitos humanos”. O texto ainda recorda a ordem da Corte Internacional de Justiça de 26 de janeiro de 2024, determinando que há um “risco plausível de genocídio em Gaza”.

Israel tradicionalmente ignora as resoluções da ONU e não existem meios de garantir sua implementação. Mas as aprovações colocam uma pressão ainda maior sobre o governo de Benjamin Netanyahu, já sob ataque depois das mortes de sete funcionários de uma ONG que fornecia alimentos em Gaza.

O governo do Paquistão, ao apresentar a resolução, afirmou que Israel escreveu um “novo capítulo terrível” na região, enquanto o Kuwait chamou a ofensiva de Israel como uma “guerra criminosa” e a China pediu investigações contra os responsáveis pelos atos em Gaza. Para a delegação sul-africana, o direito internacional precisa ser aplicado sobre Israel.

Israel: resolução é um apoio para o Hamas

A embaixadora de Israel na ONU, Meirav Eilon Shahar, criticou a resolução e o silêncio do Conselho diante dos crimes do Hamas. “Quantos mortos israelenses serão necessários para condenar o Hamas?”.

Matéria: UOL Notícias

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