Lula x Flávio: o resultado da votação deste domingo em Israel e na Palestina

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu a maioria dos votos em Israel, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu na Palestina. Em Tel Aviv, Flávio arrematou 74,4% dos votos válidos (523), seguido por Lula (92) e pelo candidato do Missão, Renan Santos (27). Já em Ramala, capital administrativa da Palestina, o petista liderou com 93,09% (1.078), ao passo que o senador conquistou 3,97% (46). O terceiro lugar foi ocupado por Clariana Barão (Democracia Cristã), com apenas nove votos.
O cenário reflete os posicionamentos adotados por Flávio e Lula, crítico da atuação de Israel na guerra em Gaza. No ano passado, o presidente acusou Israel de cometer “genocídio” e instou o país a parar com o “vitimismo”. Ele também afirmou que “a maioria do povo judeu não concorda com essa guerra”, definida por ele como “uma vingança de um governo com a possibilidade de criação de um Estado Palestino”.
Em fevereiro de 2024, Israel chegou a declarar Lula persona non grata devido a uma declaração em que comparou as ações do Exército israelense contra os palestinos ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Durante uma fala na cúpula da União Africana, na Etiópia, o mandatário brasileiro afirmou: “Sabe, o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.
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Flávio, por sua vez, prometeu um maior alinhamento a Israel caso vença a acirrada disputa pela Presidência. Em discurso em um evento promovido por grupos conservadores na Argentina, em junho deste ano, ele afirmou: “A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão do que nunca da Argentina e de todos os nossos vizinhos. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”.
Lula e Flávio chegam ao dia da votação no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto travando o duelo mais apertado pela Presidência da República desde a redemocratização do país. Pesquisas divulgadas no sábado pelos institutos Datafolha e Quaest mostram empate técnico entre ambos e deixam em aberto a hipótese de um deles liquidar a eleição sem a necessidade de um segundo turno.
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