Política

Maduro se reúne com presidente da Guiana


Divulgação/Palácio Miraflores

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (foto), se reuniu com o presidente da Guiana, Irfaan Ali (foto), em uma reunião bilateral nesta quinta-feira (14) para tratar da tensão sobre a soberania da região de Essequibo, que representa 70% do território guianense.

O encontro ocorreu em São Vicente e Granadinas, um arquipélago Estado no Caribe. O encontro foi proposto pelo primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, em cartas enviadas aos dois países.

O Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela divulgou um vídeo do momento em que Maduro e Ali apertaram as mãos.

“Venho aqui para buscar, pela única via possível, o caminho do diálogo e da negociação, soluções efetivas”, disse o ditador venezuelano à imprensa antes da reunião. Já o presidente da Guiana afirmou: “Trago os fatos comigo”.

Ainda está previsto um comunicado conjunto das duas delegações, que deverá detalhar os resultados do encontro.

Segundo a imprensa internacional, Maduro e Ali planejam realizar uma segunda reunião para, assim, tentar dar continuidade às negociações sobre a situação em Essequibo.

A controvérsia entre os dois países sobre essa região remonta ao final do século XIX, quando ambos reivindicam sua posse. Atualmente, é a Guiana que exerce controle efetivo sobre Essequibo, graças à Sentença Arbitral de Paris, de 1899.

Nessa sentença, mediadores internacionais concederam soberania sobre a região aos britânicos, que governavam a colônia da Guiana na época. A área é rica em petróleo.

No entanto, a Venezuela alega ter perdido o território em 1899 devido à sentença, que considera nula e sem efeito desde 1962, quando denunciou supostas irregularidades do procedimento à ONU.

Em 1966, foi assinado o Acordo de Genebra, no qual o Reino Unido admitiu a existência de uma disputa pelo território de Essequibo. Nesse mesmo ano, a Guiana tornou-se independente, iniciando um período de negociações diretas com a Venezuela.

Ao longo dos anos, não houve acordo sobre essa disputa, e as tensões aumentaram nas últimas semanas devido a um referendo realizado pela Venezuela no início de dezembro.

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Matéria: O Antagonista

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