Malafaia e outros pastores saem em defesa de Flávio após polêmica com Nossa Senhora Aparecida

O pastor Silas Malafaia e outras treze lideranças evangélicas divulgaram nesta segunda-feira, 28, uma nota em defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. O grupo classificou como falsa a informação de que o senador pretende retirar da santa o título de Padroeira do Brasil caso seja eleito e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de explorar o episódio para criar uma disputa religiosa.
A manifestação foi divulgada pelo Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), que afirma reunir mais de 10. 000 pastores de diferentes denominações. Além de Malafaia, assinam o documento César Augusto, pastor da Igreja Fonte de Vida; Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra; Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo; Samuel Câmara, Galdino Júnior e Jabes de Alencar, da Assembleia de Deus; Teo Hayashi, da Zion Church; Cláudio Duarte, do Ministério Projeto Recomeçar; Luiz Hermínio, das Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus; Ezequiel Teixeira, da Igreja Projeto Vida Nova; Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.
“Evangélicos e católicos vivem em paz”, afirma o documento. Os pastores também negam haver uma articulação de líderes evangélicos para cancelar feriados ou cultos de outras religiões e acusam Lula e seus aliados de utilizar a informação para “atingir um adversário político” e “promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”.
A controvérsia ganhou força depois que publicações nas redes sociais passaram a associar Flávio a um projeto que previa alterar o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. A proposta, porém, foi apresentada em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivada em 2008. Não há registro de uma proposta de Flávio com esse objetivo. O candidato também negou a informação.
O episódio, contudo, se misturou a uma declaração feita pelo próprio Flávio em agosto. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato afirmou que, caso fosse eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A fala é real, mas não apresenta uma proposta para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.
A disputa chegou à Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que apresentavam como verdadeira a informação sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão em relação a uma publicação específica do humorista Antonio Tabet, sob o entendimento de que a remoção não estava suficientemente justificada.
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