Marcos Frota destaca a alegria de ver trapezistas de seu instituto no Cirque du Soleil: ‘Orgulho muito grande’

O ator Marcos Frota está repleto de orgulho ao ver trapezistas brasileiros que se formaram no Instituto Cultural Unicirco, fundado por ele em 1995, em cartaz no espetáculo Alegria, do Cirque du Soleil, em São Paulo. Ele teve a oportunidade de reencontrar os artistas Luíz Felipe, Geilson e Júlio Cézar e posou orgulhoso ao vê-los brilhando no picadeiro.
“Eles fazem parte da turnê mundial do Cirque du Soleil já há algum tempo e estão chegando agora no Brasil. Dos quatro que aparecem na foto, três deles, Luíz Felipe, Geilson e Júlio Cézar, foram formados pelo Instituto Unicirco, pelo Grande Circo Popular do Brasil, que eu criei, pela Universidade Livre do Circo, a Unicirco Marcos Frota, que tem sede hoje aqui no Rio de Janeiro, no Parque Imperial da Quinta da Boa Vista. Eu acompanho o trabalho deles desde criança, desde que eles optaram pelo trapézio. E é natural a presença deles num circo tão importante como Soleil, pelo talento que eles têm e pela formação que eles receberam“, disse ele à CARAS Brasil.
“Para mim é um orgulho muito grande, sabe? Porque justifica todo o meu mergulho nessa arte circense. Eu me propus, realmente, a formar uma nova geração de artistas de circo para o Brasil. E, ver a evolução técnica, o exercício do ofício, a beleza da vocação deles me enche de orgulho, me enche de alegria, me dá o sentido de missão cumprida“, afirmou.
O destaque ao circo como missão na vida
Marcos Frota ainda relembrou o seu eterno incentivo para destacar os artistas do circo ao longo de sua trajetória pública. “Há tanto tempo eu trouxe o circo para minha vida como um exercício da minha cidadania, com esse propósito de criar uma nova atitude para o artista brasileiro, uma nova mentalidade e, principalmente, descobrir talentos e vocações, apoiar, vibrar junto, acompanhar. Tudo isso faz com que eu me sinta hoje que é um sonho realizado. Os nossos trapezistas no Cirque du Soleil e muitos nossos artistas espalhados pelos grandes circos da Europa, pelos grandes parques da Disney, da Europa, da Alemanha, da França, da Inglaterra, dos países europeus, artistas brasileiros formados pelo nosso programa participando dos grandes festivais de circo, como Budapeste, Montecarlo, Itália, México, América Latina, sempre com a presença brasileira“, afirmou ele.
“É um movimento que começou em meados da década de 80, exatamente 86, quando eu fiz um trapezista na novela Cambalacho, do Silvio de Abreu, com direção do Jorge Fernando, e dali para cá nunca mais parei. Sempre incentivando essa arte, traduzindo todo o meu amor pelo circo num trabalho incansável, num trabalho de muita dedicação para que o circo brasileiro fosse reconhecido como arte, como cultura. O resultado disso tudo aconteceu agora. O IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, coloca o circo ao lado de todos os outros segmentos artísticos como manifestação da arte, da cultura, e o Congresso Nacional, por unanimidade no Senado e na Câmara dos Deputados, reconhece o circo como segmento artístico. Missão cumprida“, finalizou.
Caras



