Esporte

Melhores do Brasileiro (e os não tão melhores)


Parabéns ao campeão Palmeiras, o justo dodecacampeão. Até porque ninguém merece ser hendeca por muito tempo. Este escriba nunca se acostumou com o tal hendeca e espera que, como o alviverde, o próximo hendeca passe rapidamente à condição de dodeca.

Já a seleção do Brasileiro feita por este humilde escriba é muito parecida com a do mestre e vizinho Juca Kfouri, já publicada nesta Folha. Goleiro: Éverson (Atlético Mineiro); laterais: Mayke (pelo que jogou como “não lateral”, é a crise da posição) e Piquerez, ambos do Palmeiras; zagueiros: Murilo (Palmeiras) e Adryelson (Botafogo) —se invertessem o primeiro turno pelo segundo, todos votariam em Adryelson; meio-campistas: André (Fluminense), Zé Rafael (Palmeiras) e Raphael Veiga (Palmeiras); atacantes: Suárez (Grêmio, também o craque) e a dupla atleticana Hulk e Paulinho.

A revelação é Gabriel Moscardo, do Corinthians (o grande legado de Luxemburgo, o Vanderlei). E o melhor professor é Abel Ferreira, o homem, o mito.

Mas há outros melhores do Brasileiro de que pouca gente fala. Vamos a eles.

Melhor teoria da conspiração: difícil, teve a Operação Vasco, do América-MG, o campeonato condicionado, denunciado pelo Palmeiras, e o “até Stevie Wonder viu”, do Renato Gaúcho, após pênalti claro não marcado contra o Corinthians. Mas o mico de John Textor, do Botafogo, que invadiu o campo no melhor estilo Eurico Miranda para chamar a CBF de “corrupt”, leva o prêmio. O que Textor não entendeu é que a arbitragem é muito mais horrorosa do que mal-intencionada.

Troféu Pinóquio: Tite, que não vai treinar nenhum time no Brasil em 2023. Ele receberá o troféu das mãos de Vítor Pereira, que ano passado ia voltar a Portugal por causa da sogra.

Melhor momento UFC: Gerson, dando soco em Varela. Foi no treino, e, por isso, o VAR não foi acionado. Menção honrosa para Pablo, o preparador, que deu um direto em Pedro, o atacante. Tudo isso no Flamengo.

Gol do campeonato: mais bonito, Hulk (Atlético), de falta, contra o São Paulo, no Morumbi; mais importante, Murilo (Palmeiras), o início do fim do Botafogo.

Melhor destaque do álbum da Panini: Pedro Raul (Vasco).

Melhor aumento: o do campo, que aumentou 16,5 metros. Você sabia que o campo aumentou 16 metros? Pois é, aumentou 16 metros. Fonte: Luxemburgo, o Vanderlei.

Melhor atitude: Luxemburgo, o Vanderlei (Corinthians): “Se na tua casa tiver dois banheiros e ficar na dúvida de qual você vai, vai fazer nas calças. Tem que tomar atitude de você ir no banheiro. Se fizer nas calças, você nunca mais vai errar”.

Melhor chef do Brasileiro: Luxemburgo, o Vanderlei (Corinthians). “Futebol é igual macarrão, macarrão se come quente, se esfriar, é muito ruim.”

Troféu “vou sentir saudade no ano que vem”: Luxemburgo, o Vanderlei.

Round 38 – Os sobreviventes

Parabéns aos cinco sobreviventes da matança de professores do reality Campeonato Brasileiro. Claro que, para compensar, teve time com cinco treinadores no torneio e equipe que acabou o ano com interino. Os sobreviventes foram dois brasileiros (Renato Gaúcho e Fernando Diniz, que tem inclusive dois empregos), dois portugueses (Abel e Caixinha) e um argentino (Juan Pablo Vojvoda). Abel e Vojvoda, inclusive, são tricampeões do reality. Que homens.


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Folha de São Paulo

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