Economia

Mesmo sem dividendos extras, Petrobras paga mais que rivais globais

Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, acredita que até 2026 não teremos dividendos extraordinários. “A empresa vai para um patamar de distribuição mais normalizado de entre 12% e 13%, que ainda pode ser considerando um bom dividendo”, aponta. Ele acredita que existem melhores opções para dividendos em outros segmentos, com retornos semelhantes e riscos menores. Ele destaca que no setor elétrico, siderúrgicas e até mesmo mineradoras é possível encontrar retornos interessantes.

Na Genial, a recomendação é de manter as ações PETR4. O retorno deve ser de 8,8% em 2024, apenas com dividendos regulares, e o preço-alvo para 2024 é R$ 47.

Na Órama, Phil Soares, chefe de análise de ações, acredita que possa ter um pagamento de dividendos extraordinários em 2024, embora em menor proporção do que nos anos anteriores. O analista projeta um dividend yield de 15% – englobando pagamentos regulares e extraordinários. “Petrolíferas pagam muitos dividendos quando o mercado está bom para o petróleo. Se a Petrobras resolver regular a remuneração do acionista, porque está muito lucrativa, na situação em que o petróleo estiver em baixa, o investidor não vai ser compensado”, observa. A recomendação da Órama é neutra (manter) com preço-alvo de R$ 32,50.

Entre os que acreditam que o risco ainda compensa o investimento está Gabriel Duarte, analista da Ticker Research. Ele enxerga uma oportunidade de entrada na recente queda dos papéis e projeta um retorno de 10% a 12% com pagamentos regulares. A Petrobras chegou a perder R$ 55,33 bilhões em valor de mercado nos últimos dias.

Levantamento do TradeMap para o UOL Investimentos revela que, além das citadas, outras seis instituições recomendam manter PETR4, entre estas: Bank of America (BofA), Bradesco BBI, Órama, Santander, Itaú BBA e Terra. Segundo consenso de mercado do TradeMap, outras seis instituições ainda recomendam a compra de PETR4, entre estes: BTG, BB Investimentos, Ágora, XP, Guide e PagBank..

Matéria: UOL Economia

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