Morto há 9 anos, apresentador vivia em mansão em área de luxo na Grande SP

Morto em setembro de 2017, Marcelo Rezende marcou a televisão brasileira com uma extensa trajetória no jornalismo investigativo e policial. Fora dos estúdios, o apresentador mantinha uma vida mais reservada em uma mansão em Alphaville, região conhecida pelos condomínios de alto padrão na Grande São Paulo.
A propriedade chegou a ser aberta para Gugu Liberato em 2015. Durante a visita, exibida pela Record, Marcelo percorreu diferentes espaços da residência ao participar de uma brincadeira do apresentador.
O encontro acabou revelando ao público uma faceta diferente daquela vista diariamente no Cidade Alerta. Entre os ambientes da casa, Marcelo também relembrou episódios de sua trajetória profissional e da vida pessoal.
Por dentro da mansão de Marcelo Rezende
A visita foi ao ar em 1º de abril de 2015, durante o Programa do Gugu. Na dinâmica, Marcelo Rezende participou acompanhado de Dina, apresentada pela emissora como seu braço direito. Os dois receberam a missão de encontrar objetos inusitados espalhados pela residência, fazendo com que diferentes espaços do imóvel fossem percorridos diante das câmeras.
Relembre a carreira de Marcelo Rezende
Nascido no Rio de Janeiro em novembro de 1951, Marcelo Rezende começou a trabalhar com jornalismo ainda adolescente. Segundo a Memória Globo, ele tinha 17 anos quando iniciou a trajetória profissional no Jornal dos Sports.
A primeira fase da carreira foi marcada principalmente pelo esporte. Depois da passagem pelo jornal, Marcelo trabalhou na Rádio Globo e posteriormente ingressou em O Globo, onde atuou como repórter esportivo. Em 1981, seguiu para a revista Placar, na qual exerceu funções de repórter e chefe de redação.
A chegada à televisão aconteceu posteriormente. Em 1987, Marcelo entrou na Globo como repórter de esportes. Com o passar dos anos, porém, passou a se dedicar a reportagens de caráter investigativo e realizou trabalhos para atrações como Jornal Nacional, Fantástico e Globo Repórter.
Entre as coberturas de maior repercussão de sua trajetória está o caso da Favela Naval, em Diadema, na Grande São Paulo. Em 1997, imagens mostraram policiais militares agredindo moradores durante uma abordagem. Marcelo participou da apuração e da apresentação do caso, que ganhou repercussão nacional. A cobertura lhe rendeu reconhecimento profissional, incluindo o Troféu APCA de 1998 na categoria de telejornalismo.
Outra reportagem marcante aconteceu durante a cobertura do caso de Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque. Marcelo conseguiu entrevistá-lo após sua prisão, em um dos trabalhos investigativos pelos quais ficou conhecido.
Em 1999, o jornalista assumiu um projeto que se tornaria outro marco de sua carreira: o Linha Direta. A atração da Globo apresentava crimes reais por meio de reportagens e reconstituições, além de divulgar informações sobre suspeitos procurados pela Justiça.
Depois de deixar a Globo em 2002, Marcelo passou por diferentes emissoras. Na RedeTV!, esteve à frente de atrações como Repórter Cidadão e RedeTV! News. Na Band, apresentou o Tribunal na TV.
A Record também ocupou uma parcela importante de sua trajetória. Marcelo comandou o Cidade Alerta inicialmente entre 2004 e 2005 e posteriormente retornou ao jornalístico em 2012. Antes da segunda passagem pelo programa, realizou grandes reportagens para o Domingo Espetacular e apresentou o Repórter Record.
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Foi principalmente nessa última fase do Cidade Alerta que o jornalista fortaleceu uma característica que se tornou sua marca na televisão: a combinação entre a cobertura policial e momentos de descontração com os integrantes da equipe. Também popularizou expressões como “Corta pra mim!”, posteriormente utilizada como título de seu livro sobre os bastidores de grandes investigações, lançado em 2013.
Em maio de 2017, Marcelo revelou publicamente que enfrentava um câncer. A doença o afastou do comando do Cidade Alerta. O jornalista morreu em 16 de setembro daquele ano, aos 65 anos. Segundo a Memória Globo, a morte ocorreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos como consequência da doença.
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