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MP pede interdição de presídio em MT após morte e fuga de detentos

Promotora diz que sindicato já ajuizou ação civil pública contra o estado pelo mesmo motivo. De acordo com Josane Fátima de Carvalho Guariante, o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Mato Grosso pede na Justiça que o estado convoque todos os aprovados em concurso público para o cargo de policial penal. “Inclusive há uma decisão liminar de julho do ano passado determinando a imediata nomeação da quantidade de candidatos aprovados”, destacou a promotora.

Novas nomeações. De acordo com o Ministério Público, a previsão é de que sejam nomeados pelo menos 492 policiais penais para as unidades prisionais de Mato Grosso, sendo que deste, 88 agentes devem ser destinados ao Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, alvo do pedido de interdição.

Falta de agentes afeta toda a população. “É nítido que a falta de efetivo vem prejudicando de forma gradativa o funcionamento da unidade prisional. É claramente perceptível e inquestionável que o baixo efetivo de servidores acarreta a violação de direitos e gera problemas relativos à segurança, que afetam as pessoas que estão trabalhando ou cumprindo pena no Centro, se estendendo a toda a população”, destacou Guariante.

Unidade opera com excesso de presos e poucos policiais. O Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas possui 1.016 vagas, mas abriga, atualmente, 1.085 pessoas privadas de liberdade. Entretanto, o número de policiais penais é de apenas 16 agentes, segundo a promotoria.

O UOL tenta contato com a direção do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas. O espaço segue aberto para manifestação.

Morto e fugitivos

Em março, um detento foi localizado morto dentro da unidade — as circunstâncias da morte e a identidade dele não foram reveladas.

Matéria: UOL Notícias

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