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Musk tentou silenciar críticos, pesquisadores e censurar uso de dados

Nas cortes dos EUA, a rede social alegou que os dados tinham sido obtidos de forma ilegal. Para a Justiça, porém, era “evidente” que Musk tentava “punir” a instituição pela publicação do informe e “dissuadir outras” a não adotar a mesma postura crítica contra a plataforma.

“Às vezes, não fica claro o que está motivando um litígio, e somente lendo as entrelinhas de uma reclamação é que se pode tentar supor o verdadeiro objetivo do reclamante”, escreveu o juiz Charles Breyer, em sua sentença, obtida pelo UOL. “Outras vezes, uma reclamação é tão descarada e veemente sobre uma coisa que não há como confundir esse objetivo. Este caso representa a última circunstância. Este caso trata de punir os réus por seu discurso”, afirmou o magistrado.

Não é verdade que a reclamação se refere apenas à coleta de dados. É impossível ler a reclamação e não concluir que a X Corp. está muito mais preocupada com o discurso da CCDH do que com seus métodos de coleta de dados.
Charles Breyer, juiz em decisão contra a empresa

Entidades comemoram

Cabe ainda recurso, mas a decisão abre um precedente que passou a ser comemorado por dezenas de entidades nos EUA processadas pelo empresário, num esforço da plataforma para silenciar qualquer questionamento a sua atuação.

Assim que assumiu a empresa e comprou o que era o Twitter, Musk ameaçou abrir processos por difamação e levou aos tribunais a entidade Media Matters, que havia denunciado o conteúdo neonazista e antissemita da plataforma.

Matéria: UOL Notícias

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