‘Não é uma eleição confortável para Lula’, diz CEO do Ideia sobre nova pesquisa eleitoral

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A nova rodada da pesquisa Meio/Ideia confirma um cenário de forte polarização na corrida presidencial e indica pouca margem para mudanças significativas no comportamento do eleitorado. A avaliação é da CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, durante entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol. Segundo ela, embora o presidente Lula apareça numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, a disputa segue aberta e deve ser decidida voto a voto (este texto é um resumo do vídeo acima).
O levantamento mostra Lula com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual segunda rodada, o presidente aparece com 48,5%, ante 43% do senador. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Por que a disputa é considerada “cristalizada”?
Na avaliação de Cila, a principal característica do cenário atual é a consolidação dos dois principais campos políticos. “É uma eleição que começa polarizada e cristalizada.”
Segundo a CEO, Lula concentra o eleitorado da esquerda, enquanto Flávio lidera o campo da direita, deixando pouco espaço para o crescimento de candidaturas alternativas. Outro dado destacado por ela é o elevado nível de definição do voto. A pesquisa mostra que 66% dos entrevistados afirmam já ter decidido em quem pretendem votar. “É uma eleição muito polarizada, que já começa bastante decidida, com pouco espaço de mobilidade.”
Lula chega fortalecido, mas sem vantagem confortável?
Apesar de liderar a pesquisa, Cila afirmou que o presidente ainda enfrenta uma disputa competitiva. Segundo ela, a melhora na avaliação do governo e da aprovação pessoal de Lula vem sendo convertida em intenção de voto, mas isso não significa tranquilidade para a campanha. “Não é uma eleição confortável para o incumbente.”
Na avaliação da pesquisadora, caso o cenário permaneça semelhante ao atual, a apuração deverá ser marcada por uma disputa apertada.
Corrupção voltou ao centro da campanha?
Durante a entrevista, o editor José Benedito da Silva questionou se os recentes desdobramentos das investigações envolvendo Lulinha e um assessor ligado ao presidente já poderiam ter produzido reflexos na pesquisa. Cila afirmou que a principal mudança identificada nesta rodada foi o retorno da corrupção ao topo das preocupações do eleitorado. “O que a gente vê é a corrupção ficando como a maior preocupação do eleitor.”
Segundo ela, esse movimento costuma ocorrer quando o PT disputa a Presidência. “Desde o episódio do mensalão, quando o PT está no páreo, a corrupção acaba crescendo como preocupação dos eleitores por conta dessa reputação, por conta desse histórico.”
Para a CEO, a campanha começa com dois blocos eleitorais consolidados e pouca mobilidade entre eles, o que tende a tornar cada oscilação nas próximas pesquisas ainda mais relevante.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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