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Narradora da TV Globo já foi bailarina de Faustão, Xuxa e até Miss

Apaixonada por futebol desde criança, Renata Silveira (36) também tem uma longa relação com a dança. Antes de conquistar espaço na narração esportiva, ela já havia aparecido na TV Globo em programas de entretenimento, como Domingão do Faustão e TV Xuxa. “Eu sempre fiz muitas participações na TV Globo. Algumas eram pontuais e outras eu fazia como contratada mesmo. Por exemplo, na minissérie Dercy de Verdade, eu era contratada sempre que tinha balé na gravação. Também fui bailarina do TV Xuxa, em que fazíamos a abertura. No Domingão do Faustão, participei do Ding Dong uma vez. Dancei no Gente Inocente quando era pequenininha, no Criança Esperança…”, recorda a carioca, que também chegou a fazer participações no Casseta & Planeta, Você Decide e O Rei do Gado como atriz mirim. “Só falta a Dança dos Famosos”, brinca a narradora, que já demonstrou interesse em participar do quadro do programa de Luciano Huck (54).

Apesar de o esporte ter tomado conta de boa parte da vida de Renata, a dança não ficou de lado. “Estou um pouco aposentada (risos)”, diverte-se. “Eu comecei a dançar aos 3 anos de idade. Dancei a vida toda balé, jazz, sapateado e dança flamenca. Aos 15 anos, precisei começar a trabalhar, porque meu pai tinha uma empresa que faliu. Então, minha irmã e eu começamos a trabalhar muito novas para continuar pagando as nossas coisas, e isso foi muito importante para valorizar, desde cedo, o trabalho e o dinheiro”, explica a locutora, que começou a lecionar para crianças.

Renata Silveira na redação da SporTV. Fotos: Marcio Farias

Lado empresária

Formada em Educação Física, ela viu a pós-graduação em Jornalismo Esportivo mudar seu destino. Ali mergulhou no universo que a levou até a locução e, em uma aula de empreendedorismo, teve a ideia de abrir uma escola de dança. “Foi muito pelo desejo de fazer diferente, de ter uma escola que valorizasse os profissionais, uma escola em que os alunos tivessem uma vivência completa do mundo da dança”, conta. Em 2015, abriu, ao lado do marido, Leandro Guimarães, e da irmã, Flávia, a La Vie Danse. Com várias modalidades, como balé, jazz, sapateado, hip-hop, stiletto, dança do ventre e estúdio de pilates, a escola conta com duas unidades no Rio de Janeiro: uma em Bonsucesso e outra na Freguesia, onde o time ganhou o reforço da sócia Érica. “Eu sou completamente apaixonada pela La Vie. Me entrego 100%. Quando não estou fazendo um jogo, estou lá. A gente tem uma equipe muito completa, os nossos professores são diferenciados. Temos um orgulho danado do trabalho que realizamos. E, além do trabalho dentro da sala de aula, participamos de festivais de dança também. Estamos sempre no Festival de Joinville. Sou muito feliz por conseguir conciliar tudo isso”, celebra a global, que hoje não dá mais aulas, mas continua atuando na gestão e na direção artística dos eventos.

Renata Silveira. Fotos: Márcio Farias

Projeto social

Na unidade de Bonsucesso, a escola mantém o projeto social Made In La Vie, voltado para crianças que estudam na rede municipal de ensino e não têm condições de pagar a mensalidade das aulas de dança. “Fico muito feliz por poder atingir esse público, porque sei o quanto a dança foi importante para mim e quero que ela seja importante também para essas crianças. Independentemente de elas se tornarem bailarinas ou não, vão aprender muitas coisas e ocupar o tempo com algo enriquecedor para o desenvolvimento delas. E estamos colhendo frutos muito legais, porque já temos esse projeto há cerca de quatro anos. Então, acompanhamos o desenvolvimento delas, elas se descobrindo, enxergando na dança uma possibilidade. Já tem algumas que falam que querem ser professoras, bailarinas”, conta, realizada.

Palco

O tempo para praticar a dança diminuiu. “De vez em quando consigo fazer uma aulinha ou outra”, lamenta a narradora, que faz questão de assistir às apresentações dos espetáculos da companhia. “Estar no palco é muito mágico. Até hoje sinto um friozinho na barriga. Inclusive, acho que isso me ajudou muito na TV, a não ter medo de falar para uma câmera, com essa coisa do ao vivo, do improviso que a gente precisa ter o tempo todo, de mudar um roteiro que está ali para fazer um pré-jogo e tudo mais. Acho que toda essa experiência de sala de aula e de palco me deu muita bagagem para ser essa Renata que sou hoje diante das câmeras”, acredita.

Renata Silveira. Fotos: Márcio Farias

Concurso de Miss

E não foi só dançando que a carioca pisou pelos palcos da vida. Em 2012, ela foi eleita Miss Município de Ramos e disputou o concurso de Miss Rio de Janeiro. “Trabalhei alguns anos como modelo e aí surgiu o concurso, em 2012. Nunca imaginei estar lá. Já fiz de tudo um pouco nessa vida”, diz ela, que prova que podemos ser o que quisermos. “São várias possibilidades, a gente não pode ser colocada dentro de uma caixinha. ‘Se você gosta de futebol, tem que ser assim, tem que se vestir assim, tem que gostar disso ou daquilo.’ Não. A gente pode ser o que quiser e não apenas uma coisa. Pode ser narradora, empresária, mãe. Que bom que podemos ter várias versões”, celebra.



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