Política

‘Nós vamos perturbar o Eduardo Paes e a direita’, afirma Tarcísio Motta sobre 2024

O favoritismo pela reeleição do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apontado por pesquisas de intenções de voto recentes não têm intimidado a pré-campanha de Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

Deputado federal e provável nome da esquerda na disputa, o psolista garante que seu possível rival “não terá vida fácil” no pleito de 2024. “Nós vamos perturbar o Eduardo Paes e a direita. Nosso principal inimigo continua sendo o bolsonarismo, mas não deixaremos o Paes surfar sozinho”, diz ele à coluna.

“Vamos disputar para dizer que a cidade não precisa estar nas mãos do ódio nem ganância. É possível uma cidade justa”, afirma ainda.

O pré-candidato se diz otimista com levantamentos divulgados nas últimas semanas, como o do instituto Paraná Pesquisas. As respostas apontam Paes em primeiro lugar, com 44,4% das intenções de voto, e o deputado federal do PL Alexandre Ramagem (9,6%), a deputada estadual do PDT Martha Rocha (8,1%) e Tarcísio (7,2%) empatados tecnicamente em segundo lugar. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Como mostrou a coluna, Tarcísio tenta articular uma frente progressista em torno de sua candidatura. O périplo tem envolvido conversas com dirigentes de PT, embora a sigla deva apoiar Paes, PC do B e PDT, além de uma tentativa de aproximação com o PSB.

O PDT, por ora, tem apostado no nome de Martha Rocha, que obteve 11,3% dos votos válidos no primeiro turno das eleições do Rio em 2020, ficando em terceiro lugar. O presidente da sigla e ministro da Previdência, Carlos Lupi, teria demonstrado abertura para selar uma aliança, mas pediu mais tempo.

“Esperamos que o PDT responda positivamente ao nosso pedido de namoro”, brinca Tarcísio. “A delegada Martha Rocha continua apresentada como candidata, mas nós gostaríamos muito de juntar forças com o PDT para apresentar essa candidatura [única] de esquerda”, afirma.

Uma aliança entre PSOL e PC do B é, por ora, uma das possibilidades mais concretas. Como integra a federação com o PT, o partido comunista não poderia contribuir, sozinho, com tempo de TV para a campanha de Tarcísio, mas ainda poderia dar apoio político caso o agrupamento opte por Paes.

A sigla tem hoje como pré-candidata a deputada estadual Dani Balbi, a primeira transexual a ocupar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Tarcísio já afirmou que estaria disposto a ter alguém do partido como vice em sua chapa.

“Nós seguimos na nossa toada, numa avenida deixada até mesmo por outros partidos progressistas que estão apoiando o Eduardo Paes, para dizer que temos um projeto de esquerda para a cidade do Rio de Janeiro e que vamos apresentá-lo”, afirma Tarcísio.


PROFUNDO

O cantor Rico Dalasam lançará na próxima quinta-feira (14) seu terceiro álbum de estúdio, “Escuro Brilhante, Último Dia no Orfanato Tia Guga (EBUDNOTG)”. Uma prévia do trabalho já pôde ser conferida pelos fãs do artistas em alguns de seus shows recentes, em que foram apresentadas faixas do novo trabalho.

“Me dei conta de que a dualidade, que sempre acompanha minha obra, dessa vez quer se mostrar do amor à orfandade”, conta Dalasam, ao falar sobre o processo criativo em torno do disco. “Se eu quisesse dar um passo nas coisas do amor, eu preciso voltar para me buscar no orfanato da minha história”, conclui.

com BIANKA VIEIRA, KARINA MATIAS e MANOELLA SMITH

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Folha de São Paulo

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